segunda-feira, 24 de abril de 2017

"Carnaval é cultura, escola de Samba é dinheiro!" - diz Girozinho

Girozinho junto ao pavilhão de seu Imperadores - Foto Fábio Cruz 

Por Israel Ávila 

Durante o carnaval de Novo Hamburgo no último sábado (22), Gustavo Giró, diretor de carnaval da Embaixadores do Ritmo, disparou em entrevista a Renan Neves, na Rádio Travessão a seguinte frase:

“Temos que entender que carnaval é cultura, escola de samba é dinheiro”, justificando as declarações polêmicas ao fim do carnaval dizendo que a Embaixadores viraria um bloco e desmentindo que a escola poderia desfilar em cidades como Guaíba, por exemplo: “Se Porto Alegre não tem dinheiro para  manter um carnaval do tamanho das escolas de samba, do Embaixadores , não será Guaíba ou outras cidades do interior que terão!”

Ele diz que o que disse referente a não desfilar ainda estará mantido caso os rumos financeiros não mudem, e aguarda os primeiros indícios de como irá seguir a formatação independente da captação de recursos para o carnaval 2018. Segundo ele, a escola tem até Agosto para definir se vai ou não desfilar no Grupo Especial no próximo carnaval.

Sobre a frase ele explica que da título a matéria, ele explica: “Se passar um carro de som aqui com todo mundo pulando de camiseta, isso é chamado de carnaval. Agora, desfiles com grandes alegorias, grandes fantasias e verdadeiros espetáculos para o público custa dinheiro, e isso sim se chama escola de samba!”. – justificando que até este ano a Embaixadores nunca havia ficado devendo nada para ninguém, e que com a forma com que foi feita o carnaval 2017, adquiriu dividas que devem ser sanadas antes de pensar no carnaval 2018.

Na entrevista de pouco mais de 10 minutos, ele ainda enfatiza o formato “importador” de carnaval adotado pela Embaixadores a mais de 8 anos, e que foi também adotado por escolas que na época até o criticavam: “Os que achavam ruim, hoje fazem igual!” – exclamou Girozinho.