domingo, 6 de novembro de 2016

Por muito mais PADEDÊ DO SAMBA!


Por Leandro Amarante 

Hoje, 6 de novembro para muitos é um dia singular, e sem muita representatividade, mas em especial pra uma turma ali pras bandas da capital, a data é revestida de um carinho todo especial – esta é a turma do Projeto Padedê do Samba.

Ainda nesta manhã (hoje querendo atacar com um de nossos colunistas) me peguei pensando como fazer para que este momento não passasse em branco. Sabendo da importância que o movimento desta escola de formação tem prol nosso carnaval – hoje temos grandes destaques que brilham em diversas escolas de ponta graças ao trabalho de alinhamento do projeto, temos UM DIA para se comemorar aqueles que tem grande responsabilidade para a defesa dos pavilhões, quer sejam bandeiras ou estandartes.

Segue nesta edição especial, uma matéria escrita por nosso colaborador eterno Ramão Carvalho que com sua maestria conduziu muito bem as palavras que compuseram este texto em homenagem à história do Projeto Padedê do Samba. Confira a seguir:

Hoje, 06 de novembro é o aniversário do Padedê do Samba. Escola que forma mestres sala, porta bandeiras e porta estandartes. Escola esta que foi fundada por Manoel Dionísio, carioca que é mantenedor da Associação Cultural Educativa Escola de Mestre Sala, Porta Bandeira e Porta Estandarte da cidade do Rio de Janeiro.

Tudo começou diante a algumas iniciativas, primeiramente por Ana Marilda Bellos, que iniciou um movimento de workshop e qualificação dos casais em 2009, depois o mesmo evento foi realizado pela UDESCA – União dos Destaques do Carnaval de Porto Alegre. Em 06/11/2010, Manoel Dionísio reuniu algumas pessoas e definiu alguns renomados nomes do carnaval gaúcho e que seriam os instrutores para dirigir uma escola de formação de casais e de porta estandartes, que fosse desvinculada e independente das entidades carnavalescas. 


De lá para cá, se vão 6 anos, marcados por muita luta, muita dificuldade, mas também de muita alegria... Com experiência despertou grandes talentos e já possui relevância para as entidades e para os desfiles de carnaval do Estado. Porém, ela é uma escola mantida por iniciativas dos instrutores, dos pais e responsáveis pelos alunos, e também, conta com a ajuda de pessoas muito importantes, que estendem a mão para que aconteçam as aulas. Vale salientar que os instrutores são todos voluntários e não são remunerados para dar as aulas. 

Ponto relevante é que há representação do Padedê do Samba em praticamente 99% das escolas de samba do carnaval de Porto Alegre e região metropolitana, entre alunos e instrutores.



Vida longa a esta escola!... E que num futuro próximo ela tenha onde se fixar em definitivo e tenha condições de se manter financeiramente...

(continuo daqui, risos) Ainda nas minhas várias pesquisas e dados que coleto para montar o trabalho aqui desenvolvido, me deparei com um belo texto do colunista Hélio Ricardo Rainho (SRZD) no qual ele expressa com clareza o papel dos nossos defensores... Não poderia eu de maneira alguma tratar melhor do tema... (Acompanhe trecho do seu depoimento)

(...) Todo mundo passa. Todos os carros passam. A bandeira, não. Ela não muda. Nunca. As gerações futuras e vindouras ostentarão, por cada escola, a mesma insígnia que os dançarinos de agora apresentam. É nesse ato simbólico de condução e apresentação da bandeira que a verdade, a identidade e a marca da escola estão presentes. A bandeira da escola é o espelho que reflete seu rosto. A escola, de fato, "chega" quando a bandeira passa! 
Olhar para o casal de mestre-sala e porta-bandeira e vê-los bailando, flutuando como cisnes em um lago (ou como "o beija-flor cortejando a flor", na definição clássica de Wilma Nascimento) é um momento de grande reverência do desfile. Temos a arte da dança, a riqueza da indumentária, a simpatia e a graciosidade do convite ao público para saudar a escola. A verdadeira emoção do componente, o lastro de história e verdade de uma escola de samba estão ali, impregnados naquela metragem de pano onde o símbolo e as cores da escola estão devidamente representados.
E, para conduzi-los e apresentá-los ao povo, o divino casal cumpre as honras de sacerdotes da festa. Ela, linda, princesa da noite, adornada com pedrarias, iluminada e reluzente como uma estrela que enfeita o céu. Ele, de porte altivo e elegante, um príncipe cortês e diligente que majestosamente conduz a dama e, com ela, o estandarte. Em seus rostos, o sorriso e a alma de quem enverga a verdade da escola!

Vida longa aos nossos mestres-sala e porta-bandeiras (todos, de todos os grupos e lugares!), os donos da "epifania" na "procissão do samba"!

Hélio Ricardo Rainho


 06 de Novembro - Dia do Mestre Sala, Porta Bandeira e Porta Estandarte de Porto Alegre e dia de Padedê do Samba