domingo, 14 de agosto de 2016

A prostituição dos cargos no carnaval

Por Israel Ávila

Mesmo já estando em Agosto a frenética “Danças das Cadeiras” não para! A ansiedade em estar em uma escola de samba, ou nas melhores escolas de samba, faz com que a prostituição no carnaval aumente. Não estou falando das meninas que ficam ao redor do Complexo Cultural do Porto Seco, e sim de destaques que “se oferecem” as escolas de samba, oferecendo fantasias, benefícios e muitas vezes até dinheiro para ocupar determinado lugar.

Assim, quesitos importantes e de extremo talento do nosso estado vão dando lugar ao amadorismo que o dinheiro pode comprar. Isso também pode acontecer em alguns festivais, onde compositores abrem mão de seus prêmios para serem os grandes vencedores.

A prostituição no carnaval não ocorreria se não tivesse o aval de alguns presidentes. Os mesmos oferecem seus lugares de quesitos, para ter gastos a menos em seu carnaval, ou mesmo tirar “aquela vantagem” que sabemos ser costumeira entre os barracões.



A frente das baterias, por exemplo, são lugares disputados por algumas lindas moças que fariam de tudo (até pagar), para estarem ali.

A inflação do carnaval por parte dos destaques quesitos também tem boa parte de culpa neste processo. Hoje, temos quesitos que querem receber um terço do cachê de uma escola de samba, o que faz com que os dirigentes procurem alternativas mais baratas, e claro, perdendo também na qualidade. O ditado e claro: O barato sai caro, e pode ate perder ou por em jogo um carnaval.

Infelizmente o amor pela agremiação tem sido coadjuvante. Hoje temos poucos destaques com identidade a uma entidade, pois a cada ano os mesmos seguem em busca de um valor melhor, ou mesmo de uma VALORIZAÇÃO, que vai além de dinheiro, e passa pela casa do respeito, da hombridade e dos bons tratos.

Nem todo mundo sai de uma entidade por conta de dinheiro, muitas vezes a falta de compromisso e palavra dos gestores fazem com que cada vez tenhamos que por mais cadeiras nessa dança, sem falar nos destaques que preferem voltar a serem foliões de arquibancada, a suportar alguns distratos e desmandos.

Só resta ao povo do carnaval festejar quando percebemos alguém feliz, contratado ou não, e se doando de corpo e alma em alguma função, sendo devoto a entidade que naquele carnaval esta pertencendo, e lamentar por quem PAGA pra ser rei e faz papel de palhaço...