quarta-feira, 29 de junho de 2016

UM BEIJA-FLOR DE CORAÇÃO AMARELO, JOÃO BOFF


Na tarde do dia 27 de Junho, fui até o salão de festas Fantasy Festere, para entrevistar um destaque importante dentro do carnaval de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Trata-se nada mais, nada menos de que:João Batista Boff, 38 anos, natural de Viamão, formado em farmácia, enfermagem, design de interiores, decoração e empresário.

Ele conta que tudo começou em 1993, quando ainda era destaque de carros da escola de samba Realeza:

" - Eu era destaque de alegoria, tinha 13 anos. Um dia em um ensaio, me rodopiei com a porta bandeira e o pessoal da diretoria gostou. Então, passei a ser segundo mestre sala da escola, na época eu tinha o apelido de diabólico (risadas). Em 1995 virei primeiro mestre sala da Realeza, dançando com a Gilca, e em 1996 decidi que não iria mais desfilar. Mas, o Zoca me convenceu a dançar em uma escola nova que estava surgindo no bairro Sarandi, a Real Academia de Samba, fiquei até 1998 na escola. Em 1999, fui para a Praiana dançar de 2 MS com a Flávia (mãe de Juliana Carvalho, 1 PB de Imperadores do Samba). Em 2000, começa meu romance com o Império da Zona Norte".


A TRAJETÓRIA E O CORAÇÃO TOMADOS PELO AMARELO, PRATA E BRANCO

O primeiro desfile no Império, ano 2000
“Cheguei na escola no final de 1999 para fazer um teste, levado pelo Caio (atual 1 MS da entidade). Ele me apresentou pra Marli, e passei pelo teste (porque naquela época havia teste) me apresentaram a porta bandeira com que eu dançaria se passasse no teste, e era a Giza. Na hora de fazer o teste só tinha a bateria, deu problema no som, mas mesmo assim dancei. Três dias depois me ligaram do Império, comunicando que eu era o 1 MS, mal eu sabia que iria me apaixonar na proporção que me apaixonei pela escola” – Disse o mestre sala.

“No primeiro ano de desfile, tinha um jurado muito temido por todos, chamado Odilon, que era de percurso. Quando chegamos na avenida ele já estava posicionado nos esperando, a Giza fazia sinal com os olhos para mim e eu não entendia, quando vi, meu esplendor estava deitado. Fomos penalizados por conta disso, fiquei até 2003 na escola.”

O mestre sala revela que se desligou do Império em 2003, por conta de um estresse com o presidente da época (Urso). E diz que é muito transparente em seus sentimentos e atos.

Depois do Império, João foi para a escola de samba Fidalgos e Aristocratas bailar ao lado de Michelle Lima, respeitada porta bandeira do nosso carnaval e atualmente jurada do carnaval de São Paulo. Ele conta que foi uma experiencia incrivel, pois ele estava dançando com uma porta bandeira renomada e premiada, vinda da Restinga, para bailar ao lado do novato João Boff.

“Em 2004 a disputa era acirrada no grupo A, tínhamos Isabel e Cristiano Centeno como concorrentes. Na entrega do estandarte de ouro fui sozinho, descrente que ganhasse. Pois no fim, recebi os estandartes de ouro das mãos de Cláudio Brito, jamais esquecerei deste fato.”- Comenta o mestre sala, emocionado.

O beija-flor ao lado de Michelle

O RETORNO AO IMPÉRIO DA ZONA NORTE

Passado o carnaval de 2004, veio a ligação do então presidente Urso, para que João voltasse a bailar ao lado de Giza. Ele aceitou voltar para a escola do seu coração e o casal obteve todas as notas 10. Para ele, este foi o carnaval que mais marcou em sua trajetória carnavalesca. O mesmo conta:

o desfile marcante de 2005
" - O Império empatou com a Vila Isabel e o quesito desempate foi o casal de MS e PB. Foi eu e a Giza que colocamos o Império no grupo especial! 


O beija-flor acabou se desligando da escola no pré-carnaval de 2006, em virtude dos vários compromissos profissionais e o crescimento de suas empresas.

Depois do Império, João dançou na Protegidos da princesa Isabel ao lado de Cíntia, retornou para a Academia de Samba Praiana e foi para a Acadêmicos de Gravataí ao lado de Dayane (2009), em 2010 dançou na Vila Isabel com a porta bandeira Rosicler e em 2011 retorna para a onça negra, desta vez para bailar ao lado de Suelene. Em 2014, João assume o primeiro pavilhão do Estado Maior da Restinga ao lado de sua parceira de tantos carnavais, Giza.


Ele ainda comenta, que até o carnaval 2017 ainda tem “muita água para rolar” e que tudo pode acontecer. Diz que quanto mais tarde for contratado por uma escola de samba, melhor será para ele.