quarta-feira, 8 de junho de 2016

Sandro Ferraz: "Desfilar só pra aparecer não vale a pena!"

Foto: Clic RBS 

Com 46 anos, aniversariante do dia 26 de dezembro, divorciado, natural de Pelotas, filho de Orimes Ferraz e Maria Helena Amaral da Silva. Profissão: músico!! Sandro Luís Amaral Ferraz, popular Sandro Ferraz, vem de família carnavalesca, uma vez que dois de seus Tios foram fundadores da Academia de Samba Praiana (Nego Nandi do Surdo -in memoriam e Nelci Amaral).
Seu Pai, conhecido como Nego Ferro, foi último Presidente Campeão da Praiana, em 1976 (ano de Janaina). Sua Mãe Maria Helena, era a Porta Bandeira da escola nos anos 80. Foi ritmista de Bambas, Imperadores, Acadêmicos da Orgia e Praiana.
Puxador de Samba desde 1989 (apoio), no carro de som da Mocidade Independente da Lomba do Pinheiro, com Jorge Vasconcelos, em Bambas da Orgia com Porto Alex em 1990, mesmo ano Acadêmicos do Rio Branco em São Leo.
Em1991 com Meneca, foi a vez da Imperatriz Dona Leopoldina. Em 1992 na União da Vila do Iapi, onde cantou com Paulão da Tinga. No ano de 1993, estreou como 1 voz, na Filhos da Candinha. Retornou ao Iapi, já no grupo Especial em 1994. Ainda em 1994 para 1995, começou a cantar com a Banda Flor de Ébano, fazendo shows por todo Estado. Em 1996, foi contratado pelo Império da Zona Norte onde não desfilou (Chico Santos, contratado da Figueira foi para o Império e ele para Figueira).
Foto: Humberto Macedo 

Retornou a Imperatriz em 1997, no carnaval histórico do Relojoeiro, onde o público passa a conhecer sua voz e imagem (ano que começou a serem gravados clips e a escola foi apontada como Campeã Virtual).
De 1998 a 2003, comandou carro som da Imperadores do Samba com 03 campeonatos, seguidos de mais 03, desta vez com Estado Maior da Restinga (2004 a 2007). De 2008 a 2013, esteve no Império, com um campeonato em 2008.
Ele retorna a Restinga em 2014. Estreia como Diretor de harmonia em 2015. Em 2016 mais um desafio, estreou como Diretor de Carnaval, na Vila do IAPI onde foi também intérprete junto com Cesinha e Borracha.
Nos “anos 2000” gravou 02 cds: "Só se for samba",  junto a Gilson Dorneles, Nego Edu e Cláudio Barulho, produzido por Alexandre (Compositor de Nega Ângela) e
"Tô morrendo de achar bom" (solo): Produção de Victor Nascimento e Andy Lee.
       Nos anos de 2005 e 2006, teve um Projeto chamado "Consórcio Social da Juventude", desenvolvido na Quadra do Estado Maior da Restinga, deste projeto entre tantos talentos surgiu Renan Ludwig. No governo passado, foi Coordenador de Culturas Populares do Estado.
O canário sabe bem o que é premiação: é detentor de nada mais, nada menos que 09 Estandartes de Ouro, 02 Personagens da Folia, 01 Troféu Setor1 e o Prêmio Carlos Santos de Música (dado pela Câmara de Vereadores de Poa).
Pergunto como é levar emoção através da Voz? Ele responde: "Escolha de vida. Escolhi através do meu talento passar emoção e alegria, através da minha voz e tento fazer isso da melhor maneira possível."
Sandro nos conta que foi descoberto por Moura do Cavaco, numa Roda de Samba, no Litoral: "Estavam cantando um samba, comecei a murmurar e o Moura disse: -Canta ai... Ai eu fui!!” exclama.
Com o amigo Moura do Cavaco
Além de agradecer a seus pais que tiveram a importância devida em sua formação, ele destaca as seguintes figuras: Meneca, Paulão, Jaja, Mestre Néri Caveira, Presidente Betinho, Mestre Irajá, Mestre Chiquinho (Copa), Nego Izolino, Dodô, Wilson Ney, Claudio Brito, Mestre Plauto Alcântara, Mestre Cy  e seu grande Mentor: JOÃO ARUANDA, que o ensinou a trabalhar e também o verdadeiro sentido do amor ao Carnaval.
Sua maior alegria e emoção carnaval é ver as arquibancadas lotadas e participando do desfile. Tristeza, ele cita duas nestes longos anos já vividos: Ver a Bateria da Praiana, desfilando sem camisa e pés no chão, e ver as pessoas rindo e vibrando quando em um desfile do Império, a escola teve um grave problema de evolução, onde abriu-se um enorme buraco.
"O Carnaval precisa de cuidados, necessita que cuidem melhor dele. O Carnaval bem trabalhado da notoriedade, de prestigio e até dinheiro. As pessoas devem refletir a respeito do seguinte tema: "O que eu tenho para oferecer para o Carnaval?" - Ser destaque de uma agremiação não significa auto massagear o ego, ser carnavalesco tem um significado mais amplo: é amar o Carnaval de fato e de direito. Por pior que o Carnaval possa parecer e estar neste momento, participar para se exibir e literalmente aparecer ... Acreditem, não vale a pena!".  
Para Sandro o Carnaval representa "Aprendizado". Todos os dias ele aprende que o Carnaval é maravilhoso, mas como em todos os setores e manifestações da vida, existem pessoas boas que jamais sairão de sua memória e pessoas ruins que faz questão de esquecer. Pergunto sobre 2017 e ele responde: "- Até o Carnaval, muita coisa se modifica ainda..."
Finalizamos falando de fé: "Sou filho de Bará Lodê, minha religião é meu tudo! Meu Orixá, a cima de qualquer coisa me dá equilíbrio e carinho. Busco na minha religião tranquilidade e paz de espírito para que possa enxergar além do horizonte!