sábado, 25 de junho de 2016

Nova ala de passistas na escola do povo


Seguindo nos preparativos rumo ao seu desfile oficial, a escola de samba Imperadores do Samba anuncia outro grande reforço em busca do título das festas de momo em 2017.

Rafael Lacava comandará a ala mista no mar vermelho e branco. Acompanhe a matéria do departamento de marketing de Imperadores escrito por Carol Rodrigues.

Foto: divulgação/Imperadores do Samba

A Imperadores vai contar com uma nova ala de passistas em seu grupo show. Focada rumo ao carnaval de 2017, a vermelho e branco terá um nome de peso no universo do samba.

Trata-se do professor e dançarino Rafael Lacava. Ele comandará a ala que será estilo “carioca”, onde homens e mulheres vão mostrar o samba no pé.  Conheça um pouco sobre esse profissional e como será o trabalho dele na escola do povo!

Conte um pouco de seu histórico, quem é Rafael Lacava?

Professor de educação física formado pelo IPA. Fui parte da equipe de bailarino do clube da dança, coordenado pela professora Tracy Freitas durante 4 anos. Dei aulas de ritmos e bike indoor em diversas academias da cidade. Também me arrisquei no mundo do samba musicado, tocando durante um breve período na noite e depois nas rodas de samba. Ainda pela dança fiz aulas no Rio de Janeiro na academia do Marcelo Chocolate e Sheila Aquino, participei de muitos workshops de profissionais da dança consagrados como Carlos Bolacha, Patrick Oliveira, Will Black, Carlos Nascimento e tantos outros. Hoje estou na metade da pós-graduação em dança pela Puc.

Como iniciou sua paixão pela dança?

Desde adolescente, curtindo as festas e sambas da cidade já tinha ritmo pra dançar, mas a dança mais técnica, a de salão, começou sem querer, após ter me formado o primeiro trabalho que surgiu com dança, e como não tinha a parte técnica comecei a procurar escolas de dança de salão para aprender mais, após frequentar várias escolas surgiu a chance de ser bolsistas e bailarino da equipe da prof. Tracy e foi la que de fato comecei a evoluir nos ritmos de salão e na gafieira, e quanto mais aprendia mais ficava envolvido, fascinado, e como já era professor formado, e já ter a didática pra dar aula, quando aprendi a técnica foi muito tranquilo para começar a dar aulas desses ritmos.

Como define o samba de gafieira?

Defino como o grande “desafio do samba”, pela alta técnica envolvida. É um samba dançado a dois, muito estilizado, muito bonito e muito apaixonante.

Realiza projetos no samba, quais?

Nosso grande projeto são os cursos gratuitos na banda Saldanha, onde ensinamos o básico da gafieira de forma gratuita a todas as pessoas! Nesse útimo curso tivemos mais de 180 pessoas inscritas, dos 12 anos até alunas com mais de 60 anos de idade. É nossa maior realização dar esse acesso ao samba de gafieira a todos que queiram. Em uma aula estava muito frio e chovendo forte, mesmo assim, após a chamada verifiquei que tinha mais de 80 pessoas presente, sem se importar com o tempo ruim, isso me deixou muito realizado. Também damos aulas regulares ás quartas e sextas no Partenon Tênis Clube ás 20h e temos uma turma na quadra da Saldanha nas terças também ás 20h com outra proposta, diferente das aulas do curso gratuito.

Já desfilou em alguma escola do carnaval de POA?

Sim, já desfilei uma vez na bateria da Fidalgos, na harmonia da escola de samba mirim Esporte da Samba e fui segundo passista do Bambas da Orgia.

Na Imperadores, como será o seu trabalho?

Vamos tentar fazer uma ala de passista, no estilo carioca, homens e mulheres, com muito samba no pé. Vamos fazer ensaios, fazer dessa ala um grupo coeso, com movimentação definida, com coreografias em determinados pontos, tentaremos passar aos integrantes uma sensibilidade musical, técnicas para desenvolver melhor o samba no pé tanto na postura como execução de enfeites durante a dança. Nosso objetivo é uma ala show diferenciada, unindo técnica e lúdico, improviso e coreografia.

Como foi o convite?

Durante uma conversa com um integrante da escola, o Armando Borges “Pinha”, estava falando sobre minha vontade de criar uma ala nesses termos e a dificuldade de aceitação por parte de algumas escolas, então ele disse que me apresentaria o presidente Rodrigo e eu fiquei muito empolgado com a possibilidade e para minha alegria ele gostou da ideia me passou muita tranquilidade pra fazer esse trabalho. Por sorte minha, a escola já tinha essa vontade, então tudo foi acertado rapidamente.

Quem pode participar da ala?

Moças e rapazes que gostem de sambar, gostem de dança e tenham vontade de ajudar a escola, sintam-se à vontade de se apresentar dançando.

Quantas pessoas pretende contar na Imperadores?

Definimos com o diretor de carnaval que será no mínimo 10 casais e no máximo 20

Como avalia o carnaval gaúcho?

Estive afastado do carnaval por um bom tempo, estava estudando dança, a uns 3 anos que voltei a frequentar os desfile, faço os comentários para uma rádio de web a ON RADIO SAMBA então eu vejo que o carnaval deu uma melhorada em relação a uns 10 anos atrás quando eu ainda desfilava, porém de uns anos pra cá estagnou, não continuou evoluindo. Creio que o carnaval esteja precisando de uma oxigenação de ideias e filosofia, pessoas novas com outras propostas. Poucas atingem um nível alto de desfile, acho temos escolas demais, nosso grupo especial deveria ter menos escolas para tornar mais difícil e acirrada a disputa, estimulando mais criatividade por parte dos dirigentes e carnavalescos.

Qual a expectativa para o carnaval na vermelho e branco?

A melhor possível. Não vejo a hora de começar a pôr em prática os planejamentos que fizemos, conto os dias para começar as audições para a ala e trabalhar com o pessoal. O tema enredo é excelente e abre um leque muito grande de possibilidades

Dá para carnavalizar com o tema mexicano da Imperadores do Samba? 

Dá sim, é um excelente tema. O povo mexicano é um povo com uma cultura muito própria e riquíssima, roupas típicas muito coloridas, um país com músicas mundialmente conhecidas, festas populares, comidas, personagens. Pode-se explorar muito o tema além da figura forte da Frida.