quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Menino da Lira que virou Exu


Bom, hoje vou falar um pouco sobre exu, em especial um Exu que é meu guardião, o exu que me cuida e me guia, Exu sete da lira. Vou expressar um pouco do que aprendi referente a ele. Sete da Lira e um exu que trabalha pra Oxalá. Esse exu e ligado com a boêmia e artes ciganas, e principalmente pela música.  Trabalha no reino das sete liras.

Muita gente cultua esse exu como um oriental também. Ele trabalha em algumas ocasiões com o povo cigano, embora seja do povo de cruzeiro. Aqui no sul o cultuamos como médico da nossa quimbanda. Uma divindade que trabalha muito pra saúde, na cura das pessoas enfermas e desenganadas.

No Brasil começou a manifestação desse exu em 1970 quando foi incorporado pela Ya Casilda de Assis.  Em meados de 1971 essa mesma mãe de santo foi convidada para participar de uma entrevista nos estúdios da Rede Globo de Televisão, devido a fama de seu exu curar muitas pessoas participou da TV Tupi e por ali se tornou mais conhecido ainda.


A história desse exu começa na idade média, José Das Sete Liras era o seu nome. Na Espanha havia um casal Caio e Zelanda. Caio era um descendente de grego que tocava e fabricava instrumentos musicais, em especial as liras. Zelanda era uma bela negra africana que, escondida dos poderosos da época, fazia rituais mágicos.

Tiveram um filho chamado José, que era muito inteligente e tocava instrumentos como ninguém. O garoto herdou do pai o gosto para tocar e fabricar instrumentos, e da mãe herdou o poder de fazer magia, via a áurea das pessoas, entre outros atributos espirituais.

Diz a lenda que na adolescência o garoto passou a incorporar espíritos enquanto tocava instrumentos. Ele tinha muito sucesso com as mulheres, e por isso um marido ciumento entregou o para os representantes da igreja o acusando de bruxaria, o que fez dias depois ser queimado em uma fogueira pela inquisição, passando assim a ser esse ser de luz chamado: Exu Sete da Lira.


Asé a todos os leitores. Até a próxima coluna!