quinta-feira, 19 de maio de 2016

DESTAQUES DA VIDA: CÍNTIA MACHADO

A entrevistada de hoje é secretária, tendo exercido a profissão por mais de 20 anos. Atualmente esta em casa (nem preciso citar que sua rotina é intensa), casada há 09 anos e mãe de gêmeos de 05 anos (Artthur e Luna). Cíntia Machado da Rosa tem 40 anos e é formada em Gestão em carnaval pela Faccat; é Católica praticante.

Foto: arquivo pessoal

A então Porta Bandeira iniciou sua vida carnavalesca aos 10 anos dançando no Grupo Afro Sul. Como tradição firmada do projeto desfilou com o grupo em várias entidades - ala de passo marcado, onde permaneceu por vários anos.

Na família tinha tios ritmistas, que na época eram da escola Garotos da Orgia. Ela nos relata que indo aos ensaios com sua saudosa mãe teve um amor a primeira vista... o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira  "Iara Teodoro e Osmar (in memorian)". Relembra que disse a sua mãe que um dia seria uma porta bandeira! Este Casal veio a ser sua fonte de inspiração por suas características marcantes e forte referência.

Em 1994, com 15 anos, na extinta Escola Unidos da Zona Norte foi eleita Miss Simpatia ao concorrer a Rainha da Escola. Fora convidada para junto com Sandro Sabino formar o 2º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da escola. Neste ano o então mestre de bateria Serginho a apresentou aos talentosos Zé Cartola e Neli, que apadrinharam a jovem - estes ensinaram tudo que esta arte tem de encanto, maestria e técnica.

Cíntia até hoje agradece ao casal por todo aprendizado e por tudo que passam até hoje, afinal sabem muito deste quesito.

Em 1996, aconteceu o então inusitado convite... a jovem de 16 anos fora convidada para empunhar o 1º pavilhão de Imperatriz Dona Leopoldina. Era muita responsabilidade, já que substituiria Zoca e Itanajara. Aceitou o desafio e venceu longas batalhas. Permaneceu no cargo por longos 7 anos, sempre contando com todo o apoio da sua família e padrinhos.

Cintia ficou dois anos afastada das linhas amarelas, mas não como expectadora e amante da nossa cultura. Quando retornou, passou pela Protegidos da Princesa Isabel, a qual fora sua casa por 5 anos. Ainda na região do Vale dos Sinos desfilou pela Estação Primeira de São Léo. Prestes a realizar seus trabalhos junto à escola de samba Unidos de Vila Mapa os caminhos da vida a fizeram abrir mão das apresentações por um bem maior - descobriu a gravidez, que foi constatada como de risco. Eis que veio a grande surpresa... Um susto para a futura mamãe! A gravidez era de 2 novos anjos (hehehehe). Após, retornou aos desfiles pela Realeza, União da Tinga e algumas escolas fora de Porto Alegre: Canoas, Camaquã, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul e Passo Fundo.

“... Uma alegria inesquecível foi em 1996, quando o renomado Troféu Estandarte de Ouro deixou de ser para todos os casais que continham a nota 10, apenas um seria agraciado, e juntamente com meu Mestre Sala Tadeu Pé de Vento ganhei este Estandarte que para mim foi e é marcante até hoje...”

Cintia agradece e tem carinho por todos os mestres que acompanharam e a conduziram nesta longa trajetória: Edson, Tadeu Pé de Vento, Alexandre Barbosa, Oldair, Carlos Eduardo, Ramon Carvalho, João Boff, Alexandre Pereira (Choco), Alexandre Becker, Rodrigo Ruffino e o atual Leonardo Pereira.


 A convite de Chula e Pricila, Cintia veio a se tornar também instrutora no projeto Bailado do Cisne, na época no Estado Maior da Restinga. Hoje o projeto Bailado com muita dedicação, amor, respeito e paixão agradece ao casal pelo convite e por estar até hoje fazendo parte desta família mostrando o que aprendi e ainda aprendo junto com eles a cada encontro. Ela é instrutora dos pequenos. "Meus tesourinhos", assim chama carinhosamente a instrutora.
Ela nos relata: "Vê-los tão pequenos e dedicados a dança me enche de emoção e satisfação, pois eles são o futuro de grandes talentos que irão brilhar e muito no nosso carnaval, uns já em algumas escolas e outros irão vir, com certeza!"

Dando seqüência aos agradecimentos, nossa porta bandeira agradece a seu marido Luciano pelos 23 anos aos quais ele participa incentivando e ajudando, desde a confecção de sua fantasia, aos seus filhos que acompanham muitas vezes - fazendo uma grande torcida.

Cintia diz que já tem um mestre sala em casa, por vontade própria, e uma passista (risos), pois a escolha é livre para os pequenos.

Sobre o Carnaval em sua vida ela nos diz o seguinte:

"O Carnaval pra mim representa fazer o que mais gosto: "Ser Porta Bandeira", empunhar um pavilhão e me entregar de corpo e alma, nesta arte que tanto me fascina!"

Esta é Cíntia Machado, Destaque da Vida e do Carnaval.