terça-feira, 31 de maio de 2016

Chula: "Nunca fui dispensado de escola alguma...!"


Batizado como Antônio Ricardo Silveira, com 44 anos, casado com Daiane da Rosa, pai de quatro filhos carnais (Adriano (22), Nathielle (18), Nathally (15) e Nayara (8).Por profissão Técnico de Segurança do trabalho e Contabilidade. Hoje dirige a Casa Africanista Ilê Axé Ogum e Olokun. Nosso entrevistado carrega no codinome o apelido de: Chula.

Começou sua  vida artística bem cedo, participou de danças típicas gaúchas, de onde traz o apelido. Na década ainda de 80 ingressou na bateria da Academia de Samba Praiana, até chegar ao HIP HOP, onde teve o grupo Rap Dance ;isso já na década de 90. Em 92 começou o trabalho com a ala coreografada Filhos de Oxum, desfilando em quase todas as Escolas do Carnaval. No mesmo ano começou a trabalhar também com Comissões de Frente, Ficando anos a frente de um grupo que desfilava simultaneamente na União da Vila do Iapi e Copacabana. Nessa mesma época em um dos ensaios da ala de passos marcados, em uma simples brincadeira foi descoberto como Mestre Sala pela Dona Zilà da Copacabana, que no mesmo dia o colocou a dançar no primeiro posto da Escola.


Foram alguns anos desfilando como par da hoje Presidente da Copacabana: Dalvenice Barbosa, pessoa que muito me incentivou juntamente com seu saudoso irmão Evandro Barbosa, a quem eu considerava também um irmão. Em 1998 surgiu a oportunidade de sair do grupo da Comissão de Frente do Iapi, para ser o Primeiro Mestre Sala, fazendo par com Silvia Barreto (ano de 98 a 2003), em 1999 dançou  com Cristiane (a qual não lembra o sobrenome). De 2004 a 2007 formou casal com Helida Freitas ; na época ainda debutante na bandeira. Chula acredita ser uma grande marca: "10 anos consecutivos Mestre Sala de uma mesma Escola". Ele dedica esse tempo que esteve na escola, a Nilson Guedes (Gordo), pessoa que sempre o cuidou dentro da Vila. Em 2008 foi para Estado Maior da Restinga, seu par era Kizzy Pereira. Ressalta ter sido um ano de bastante aprendizado, e muitas mudanças em sua minha vida. Em 2009 foi realizar um sonho que era sair na Imperadores do Samba e ganhou um titulo. Mas foi aí que Chula, descobriu seu verdadeiro amor: "Estado Maior da Restinga". Voltou a Restinga em 2010, ficando até 2014. Depois disso teve uma passagem pela Imperatriz Dona Leopoldina em 2015 e Academia de Samba Praiana neste ano de 2016.

Em outubro de 2010, nasceu na Restinga o Projeto Bailado do Cisne, que até 2014 teve sede na própria escola. A Restinga também lhe deu um eterno amor:

"Priscila Abreu, que não é só uma PB pra mim. É uma irmã mais nova, uma filha e uma grande amiga. Passamos em quase nove anos de convivência, muita coisa juntos. De campeonatos a premiações, a alegria de poder dar aula juntos, desfilar com meus filhos agora em 2016, chorarmos o desfile todo, nos emocionando até mais que em nossos desfiles, a grandes decepções como foi em 2010, ver nossa escola perder o Carnaval por dois décimos, e nosso quesito que é muito marcado também perdeu dois décimos... mas passamos." Declara Chula


O beija flor finaliza nossa matéria dizendo: "Tenho orgulho em dizer que nunca fui dispensado de escola alguma. Que fundei um projeto que cada vez mais colhemos grandes profissionais. Que tenho quatro filhos que não por minha imposição se tornaram amantes do Carnaval e ainda no meu segmento. E ainda não estou satisfeito. Sei que posso, mesmo parando de dançar, contribuir muito ainda pra essa festa!”