domingo, 22 de maio de 2016

Cachaça será o tema enredo da Restinga em 2017


Artesanal, nacional ou de pilão... Um prato cheio para os apreciadores e desgustadores desta bebida que esquenta até a alma... a cachaça.

Assim como o efeito da mesma está sendo a repercussão da divulgação oficial do tema enredo da tricolor Estado Maior da Restinga nas redes sociais. Uma das grandes paixões nacionais e patrimônio desta terra é tema na casa do Cisne portoalegrense.

Diversos destaques já fazem a divulgação do tema, que segue intitulado Da Nossa Cana Doce Sai, a “Pinga” Minha Gente! E a Tinga Faz a Festa com Nosso Ouro Aguardente.

O tema da escola fora desenvolvido e assinado por Reynaldo Óliver e Ângelo Mathias.

Vale ressaltar que não é de hoje que esta ode a bebida é erguida, tanto no carnaval,  como no país. Ela já foi tema no carnaval, assim como personagem principal de diversas canções. Outro fato de relevância é o fato de no carnaval de 2012 o carnaval da agremiação vir falando de bebida também. Na época a temática era vinho e tinha o título "Da mitologia à realidade, a TINGA de TAÇA na MÃO! — Vinhos do Brasil: sinônimo de qualidade, saúde, prazer e prosperidade!".


A INSPIRAÇÃO DO TEMA – Na origem

Do castelhano CACHAZA, vinho que era feito de borra de uva;

Da aguardente, que era usada para amaciar a carne de porco (CACHAÇO);

Da grapa azeda, tomada pelos escravos e chamada por eles de cagaça.

A cachaça é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas.

Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam esta beberagem e, com isso, trabalhavam mais entusiasmados.

Os senhores de engenho por vezes estimulavam aos seus escravos, mas a corte portuguesa, vendo nisto uma forma de rebelião, proibia que a referida bebida fosse dada aos negros, temendo um levante.

Com o tempo esta bebida foi aperfeiçoada, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais.

FONTE: alambique da cachaça

Preparem-se tinguerreiros, em 2017 a Tinga vem exalando pela passarela do samba. Pinga ni min!