quinta-feira, 7 de abril de 2016

Bandeira do divino ou Estandarte de Ouro?

É comum usar o termo “Bandeira do Divino”, para alguém ou alguma coisa que vai a todos os lugares sem direcionamento certo, e acho que é uma boa nomenclatura para o que está acontecendo com o Estandarte de Ouro.

Marcado para o próximo sábado, 09 de abril, no Barracão da Liespa, no Complexo Cultural do Porto Seco, a festa tem surtido boas postagens nas redes sociais, por pessoas que desconhecem os critérios escolhidos para a escolha dos mesmos, que estão desgostosas com o formato da festa ou mesmo saudosas, lembrando-se dos grandes bailes de premiação do carnaval.

É bem verdade que reclamações são comuns, uma vez que “nem Deus agradou a todos”, mas há detalhes no evento um tanto quanto peculiares.

Um bom exemplo são duas passistas femininas indicadas que não desfilaram. Uma, que foi substituída dias antes do desfile e por isso consta seu nome nas indicações, OK. Mas a outra se quer foi substituída por alguém, e como viram ela ali?

Outro mistério além da passista fantasma, é no valor das mesas que não foi divulgado! Quem tiver o interesse de adquirir uma mesa, tem de ir até o Porto Seco para saber quanto deve pagar por ela: e quem pretendia dividir o valor com os amigos, sacar o dinheiro, ou mesmo somente saber o valor, que se vire!

No troféu, a prova de que o Estandarte deixou de ser do carnaval. - Foto Fábio Cruz 

Hoje, dois dias antes do evento, soube-se o valor dos ingressos individuais, mas as mesas seguem sendo “segredo”.

Há muito tempo já se põe em prova a forma de escolha do estandarte. Quem gabarita concorre com quem apenas pontuou, e quem precisa por algum motivo interno se da o direito de “pedir” no melhor estilo “toma-la-da-ca”, nas famosas reuniões a portas lacradas de segunda feira.

A grande verdade e que após vários devaneios realizando no pré-carnaval, no carnaval, e no pós-carnaval a comunidade carnavalesca cansou de se perguntar algumas coisas e não obter respostas, e assim, prefere ficar sentada em casa ao invés de participar dos eventos, e quem perde com isso é o próprio carnaval, haja vista a pouca movimentação dos carnavalescos para o evento, que deveria ser o grande baile de confraternização das entidades.

Hoje, em uma tentativa de “salvar a festa”, a entidade responsável pelo evento divulgou que os indicados ao troféu (somente os que desfilaram viu?) terão local privilegiado e pulseiras a disposição em sua sede.  

Outra maneira de levar mais público são homenagens para algumas entidades que serão homenageadas no evento, mas souberam somente hoje, obrigando assim que os membros ou representantes das mesmas compareçam.

E a imprensa? Segue sendo “muito bem tratada”! A pouco, uma nota dada pela entidade gestora do carnaval diz à imprensa que o credenciamento para o evento deve ser feito a partir das 19 horas e profissionais independentes devem ter carteira da ARFOC para realizar o mesmo, e que cada órgão poderá credenciar apenas 3 membros de suas equipes. Pois veja como são as coisas: Nós temos de apresentar “carteira de trabalho” para poder entrar no evento, mas a passista da Unidos do Guajuviras nem compareceu ao desfile e corre o risco de ser premiada.

Como carnavalesco não quero que de nada errado pra ninguém na cultura que tanto amo, mas não posso concordar e bater palma para o que acho errado. O que parece é que se fez do órgão gestor do carnaval um “castelinho” então... que entre lá, e participe das festas do reino quem concorda com os mandados do rei e da rainha!

 Boa festa pra quem vai, parabéns aos futuros premiados!