terça-feira, 29 de março de 2016

Quem não sabe de onde veio... Não sabe pra onde vai!


Na coluna de hoje o papo é sobre a trajetória do Padedê, desde seu início contando alguns fatos marcantes para validar e registrar a história de nossa escola.Tudo começou com a equipe selecionada pelo mestre Dionísio e seus assessores (Viviane Martins, Magda Dionísio e Raphael Rodrigues) que em 2010 era composta por 8 membros: instrutores de mestre sala Marcelinho e Tiriri, de Porta bandeira Suelene, Hélida, Giza e eu , de Porta Estandarte Guislaine e como colaboradora na parte do aquecimento Gisele Mendonça. Logo de início Guislaine declinou do convite. Em setembro de 2010 reunimo-nos com mestre Dionísio para organizar o andamento de nossa escola aqui em Porto Alegre, Nesse momento ainda era um projeto, um sonho que começava a tornar-se realidade. Mestre Dionísio entre suas varias orientações solicitou que organizássemos a documentação de registro, a diretoria e lógico um nome para nossa escola. 

Assim numa sugestão da Hélida,foi aclamado o nome Padedê do Samba.No mês seguinte fomos a escola Mestre Dionísio no RJ,com apoio da UDESCA para estudarmos o funcionamento das aulas e nos aperfeiçoarmos mais para a função de instrutores.Na volta em votação aberta definimos a diretoria da nossa escola que tinha como presidente o Marcelinho, tesoureira a Giza e como 1ª secretaria essa que vos escreve,A inauguração do Padedê aconteceu em seis de novembro desse ano,no barracão que então era da ACEPARS e onde também passariam a ser as aulas, tem como madrinhas Ligia Flores e Onira Pereira,sob a condução primorosa do radialista Odir Ferreira foram momentos de grande emoção onde o mestre Dionísio lembrou há quantos anos vem tentando iniciar um núcleo aqui no Sul e que finalmente encontrou oportunidade e  pessoas para realizar o projeto .No ano seguinte pela necessidade de uma instrutora especifica para porta estandarte indiquei a Cris Pereira,que foi aclamada por unanimidade.Algum tempo depois somou-se ao grupo o casal Tika e Fernanda e o Robson (MS Embaixadores),além de uma breve participação da PE Rejane, mas por alguns intempéries nossas aulas foram começar somente em junho e seriam realizadas na quadra da Império da Zona Norte.Sempre contando com apoio das “mãededês” que organizavam e serviam o lanche para os alunos.Ainda nesse ano apresentei um rascunho caseiro do que poderia ser a nossa logo,a qual foi aprovada por todos e que tem como representatividade o pandeiro (samba),as estrelas(alunos) e os três ícones das nossas aulas PB,MS e PE num formato invertido do símbolo da escola matriz,fazendo jus a nossa referência e origem.


O ano de 2012 foi marcado por mudanças significativas, com o desligamento por iniciativa própria da então tesoureira Giza e mais adiante do nosso presidente Marcelinho, foi preciso reformular a diretoria e com a indicação do próprio Marcelo fui aclamada pelo grupo como presidente. Ainda nesse ano ingressou ao grupo como instrutor de MS o Chuka, que fazia aulas conosco mesmo já sendo primeiro MS e tendo concorrido inúmeras vezes na pista.Outra realização importante desse ano foi o ingresso para registro do nosso CNPJ e efetiva documentação da nossa diretoria com a fundação do Padedê em 06/11/2011,um ano depois da inauguração de fato,isso devido as diversas alterações que ocorreram na diretoria, além da demora em encaminhar os papéis no primeiro ano.Contamos com a assessoria fundamental da Srª Carmen Lopes, que revisou e assinou nosso regimento e estatuto.

Já em 2013, Denise Nogueira (Capão) passa a dividir as instruções para PE com Cris Pereira e também o ano que passamos a ter aulas na Usina do Gasômetro através do intermédio do Sr Joaquim Lucena. em 2014 Cris  desliga-se da escola no ano seguinte com isso promovendo o ingresso da Jacque Soares (Bambas) e ainda a indicação de Denise para o cargo de 1ª secretária que pelo nosso estatuto responde como vice presidente,na ausência do presidente. Um marco desse ano também foi à entrada do MS Ramão Carvalho como instrutor, devido ao pedido de licença do MS Chuca por conta dos estudos. Todos faziam aula no Padedê, algo que muito nos emociona, pois o Ramão mesmo já tendo sido instrutor, no seu próprio projeto estava lá conosco todo sábado humildemente praticando e trocando conhecimentos. Ano de Bienal,precisamos sair do espaço cedido no Gasômetro e encontramos apoio na AECPARS, na sede da Av. Ipiranga onde passamos a realizar nossas aulas.


Bem, 2015 merecem uma “coluna a parte”. Hoje o quadro de instrutores do Padedê conta com MS: Gustavo Tiriri, Ramão, Robson e Alisson; PB Suelene, Hélida Freitas e eu Simone Ribeiro. PE,Denise Nogueira,Jacque Soares e a imprescindível Gisele Mendonça no aquecimento e preparo físico. Nesses anos foram muitas as mudanças, mas nenhuma por “convite a se retirar”. Por motivos pessoais e solicitação das próprias pessoas as alterações foram acontecendo de forma natural e tivemos o apoio de algumas pessoas sem as quais talvez não fosse possível chegar ate aqui. Alguns presidentes e diretores de carnaval, na medida de suas possibilidades tem nos apoiado,assim como nosso querido rei Fabio Verçoza e o vereador Cleiton. 

Não estamos vinculados a nenhuma entidade, nem pessoa física quem quiser nos ajudar que o faça objetivando somente o crescimento da cultura popular,especialmente do carnaval e caminhamos com nosso próprio esforço como nos orientou lá no inicio o mestre Dionísio, mas se preciso fosse pediríamos sim auxilio, pois acima de tudo esta o objetivo maior: perpetuar a nossa nobre dança. Embora Porto Alegre seja uma cidade “cada dia mais cultural” nesse link não está o carnaval podem ter certeza e essa semana isso mais uma vez se confirma pois no aniversário da cidade não houve inserção do carnaval. 

Por mais que as autoridades digam que sim, a realidade é outra e nós vivemos isso na carne há seis anos. Mesmo realizando um trabalho que atinge mais de 150 pessoas por ano, com renovação a cada ano que passa mesmo esse trabalho sendo voluntariado, com familiares envolvidos, gerando material humano para 90% das escolas da cidade e ouso dizer, do estado, ainda engatinhamos. Mas nosso exemplo completou 25 anos numa capital do samba como o RJ passando por tantas ou mais dificuldades. Espero que nós tenhamos a mesma disposição e que cheguemos lá. Juntos somos fortes. 2016 chega com tudo e em breve apresentaremos as novidades aqui no Setor 1, aguardem!!

 Por enquanto me resta dizer... está na hora de voltar pra casa!!