terça-feira, 25 de agosto de 2015

Tudo sobre o festival de samba enredo da Vila


Após divulgar seu tema enredo, intérpretes e diretor de carnaval, a União da Vila do IAPI divulga agora seu festival, para escolher o hino que deve embalar seus foliões na avenida no próximo carnaval. Sinopse, regulamento e ficha de inscrição podem ser obtidas através do facebook da escola ou com o site Setor 1 (peça os documentos via e-mail  israelavila@setor1rs.com.br )

O Prazo Final para entrega de sambas, 18/09/2015, no Barracão da Escola, no Complexo Cultural do Porto Seco ou no e-mail: uniaodavila1980@gmail.com; até às 22 horas deste dia.

A final do festival da tricolor da Zona Norte será no dia 03 de Outubro na quadra da escola. A premiação do festival será de R$ 5.000,00


VEJA A SEGUIR A SINOPSE DO ENREDO


VISÃO DA VIDA, A VILA DEFINIDA EM LENTES BIFOCAIS.
ABRA SEUS OLHOS A ALEGRIA VEM AÍ!

            Com um olhar no passado e, na busca de uma visão mais aperfeiçoada, a União da Vila do IAPI traz o universo que trata da visão da vida, onde nem tudo é o que se vê; e para enxergarmos melhor usaremos um acessório: o óculos (ocularium, na antiguidade clássica).

Sou a alma, sou a cara
Reflexo do seu cotidiano
Eu sou de fato

            Minha existência está registrada nos textos do filósofo chinês Confúcio; durante séculos servi apenas como acessório aos nobres chineses, somente como adornos pessoais, porque as lentes de vidro não tinham graus. Um Imperador chinês a fim de observar as estrelas usou lentes fabricadas em cristal de rocha, quartzo ou ametista.

            A partir de então, os fenícios, inspirados pelos chineses, iniciaram a arte de fabricação do vidro, descobrindo que a mistura da areia ao salitre, fundida pelo calor do sol, resultava em vidro bruto. Mas foi na Roma dos Césares que se mudou o conceito sobre lentes. O Imperador Nero usava as lentes coloridas contra a luz do sol sobre os olhos, durante as famosas apresentações públicas nas arenas romanas. As pedras semipreciosas, como o berilo e o cristal de rocha foram o inicio para a correção visual para perto.

            Já, Ptolomeu no Egito, descobriu que as leis ópticas eram fundamentais para refração da luz; as primeiras lentes desenvolvidas para este fim surgiram em Veneza com os mestres vidreiros, que faziam formas para serem usadas inicialmente como uma espécie de lupa sobre os textos, usadas mais próximas e sobre os olhos, criando assim as primeiras lentes corretivas. E tudo isso se deve ao matemático árabe Alhazen, que formulou uma teoria sobre a incidência de luz em espelhos esféricos e como isso reagia no olho humano.
           
           
            Os monges eram, sobretudo, os mais beneficiados, por passarem horas trabalhando nas grandes bibliotecas da Europa. Mas, a primeira vez que surgi propriamente dito foi na Alemanha; onde não tinha hastes, mas já estava nos olhos de muitos.

            Faço parte da alma das pessoas por meio do rosto e, posso mostrar o lado “intelectual” ou até mesmo o “nerd”. Como uma marca registrada, pertenço à personalidade de cada um; com diferentes armações, diferentes olhares; diferentes cores e formas; alguns pequenos, outros maiores, coloridos, transparentes; sem mim o mundo parece distorcido, fica sem foco, a ponto de sugerir uma ilusão de ótica; torno o olhar emoldurado, mostrando sabedoria, nobreza e charme, como é visível no rosto da vovó em seu momento de leitura para o olhar atento de seus netinhos.

            Somos muitos, de diversos designers, modelos tradicionais, modelos mais ousados... monóculos e binóculos utilizados pela nobreza europeia; de mergulho, de soldador, de aviador, de segurança, de astronauta e até de sol, quando na praia protejo dos raios ultravioleta; a humanidade desenvolveu-me para facilitar, proteger e melhorar a visão e fez mais... incorporou-me como um aliado à saúde e à estética, criando assim um estilo de vida...

            Marquei este estilo de vida de muitos artistas nacionais e internacionais; e, por isso sou motivo da pirataria; fui também inspiração para várias músicas populares, tais como: “quem não tem colírio, usa óculos escuro”; “eu uso óculos”; destaco também o irreverente Abelardo Barbosa (o Charinha), o “velho guerreiro” que fez do seu Cassino um palco de estrelas, onde virei marca registrada, sendo parte de suas identidades; numa identificação visual para estampar suas brilhantes carreiras na música, no teatro, no cinema e no humor...

            De 3D, em azul e vermelho, para ampliar todas as sensações... o trem da Vila, vem alegre, despojado, vem fashion... trazendo este Cassino de Alegria!

            E neste clima de festa, de apoteose, de aprendizado cultural... estou no carnaval. Proteja o espelho de sua alma para visualizar com mais brilho nos olhos, com muita paixão e com maior exatidão, as coisas boas da vida... Mostrando que a solução dos problemas está diante dos olhos, mas para enxergá-la é necessário usar os óculos da sabedoria, pois quem usa óculos enxerga melhora vida.