quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sirvam nossos talentos de modelo a toda terra


              Olá Setoristas. QUE SAUDADE DE VOCÊS!
             “Bora” botar o papo em dia... onde paramos? Ah... começávamos uma série de colunas falando de artistas gaúchos que estão fazendo a sua história longe do nosso “pago”. O primeiro... o que estreou a série foi o Bruno que hoje é tecladista do Grupo Molejo.
              Hoje conheceremos a trajetória de Jefferson dos Santos Souza, o “Gordo Batera”. Músico gaúcho, atual baterista do Grupo Bom Gosto.
              Em um papo exclusivo ao Setor 1, Gordo mandou o recado:
              “ Fala meu amigo Tom e Setoristas de plantão... então...
               Tudo começou no município de Gravataí... eu meio q entrei por acaso na música. Foi muito incrível. Meu pai era pandeirista e boêmio na noite.  Eu arranhava um violão apenas , e só tocava rock mas meu pai sempre me falava que eu tinha que tocar samba porque era o que estava dando dinheiro. Eu já conhecia todas as bandas do sul como: Sambastral, Louca Sedução, Toque de Mel, Senzala.  Ia nas casas noturnas ver essas bandas tocarem e achava impossível tocar numa banda dessas. Porque na época tinha uma certa barreira entre Gravataí e Porto Alegre . Tipo: não tinha nenhum grupo de Gravataí entre as bandas conhecidas do estado. Então para músico seria pior ainda.
                Um tempo se passou e eu tive o primeiro contato com algum grupo de Porto Alegre. Que foi no Grupo É O Mais Certo, a convite do meu Amigo Bruno Moreno. Que na época era uma das bandas em alta na “Banca Eventos”... Tempos bons da Rádio Metrô. Foi uma passada breve nesse grupo, mas o suficiente para fazer contatos com músicos de Porto Alegre.
               Logo depois recebi o convite de tocar na banda Frenesí, projeto do jogador Clayton. O projeto não andou como deveria, mas pude ter ainda mais contato com músicos e produtores do meio.
               Aí em 2005 já, recebi o convite de tocar no grupo Diz'ritmia, que era composta por ex- integrantes do grupo D'jeito Novo. Foi também uma passada muito breve porque logo eles voltaram para o D'jeito Novo. 

               Mas foi em um dos show do Diz'ritmia que recebi o convite pelo Amilton Kevim (figura conhecida e folclórica da noite naquela época, hehehe) para fazer parte do grupo Novo Extima que na época era a maior aposta do samba gaúcho com a música "Livre pra voar" estourada em todas as rádios. Não pensei duas vezes e fui. No início foi muito complicado porque fazia quase 40 shows no mês e não via a cor do dinheiro. Por diversas vezes pensei em desistir, porque eu morava em Gravataí e a banda era da Restinga. Eu tive muita força de vontade. E ainda havia essa dificuldade de receber certinho. Talvez porque  na época eu não tinha nome e nem moral como músico na noite de Porto Alegre. Mas sempre acreditava que um dia teria e que era questão de tempo para conquistar meu espaço.  Então fiquei 6 anos com o Novo Extima. Entre altos e baixos. Sai duas vezes mas como já tinha uma certa identidade com o grupo eles sempre faziam propostas para eu voltar. Nessas saídas do Novo Extima eu toquei no grupo Pura Cadência e no Se ativa..
               Ainda no Novo Extima depois que mudou a administração foi só alegria. E devo muito ao meu amigo Eduardo Quintana que foi um paizão nesse período e em minha trajetória. Acompanhávamos vários artistas nacionais que em seguida ajudaram muito no meu crescimento musical ( Rodriguinho, Oscar Tintel e Etc...)

               E foi em 2011 que fiz uma amizade com o Oscar Tintel que na época era vocalista do Grupo Disfarce do Rio de Janeiro. E ele falava que na primeira oportunidade iria me chamar para tocar com ele porque eu era um músico diferenciado e de talento. E não deu outra. Ele me chamou para morar no Rio e ser músico do grupo Disfarce. Fui eu e mais 3 amigos para o grupo.
               No início passamos um pouco de dificuldade pela adaptação e também por estarmos longe de nossas famílias. Das 4 pessoas q vieram só 2 permaneceram no Rio. Muita gente pensa q é fácil vir para outro estado e fazer carreira como músico. Se em Porto Alegre era quase impossível para mim, imagina no Rio de Janeiro que é o centro do samba. Mas eu sempre naquele pensamento de que Deus tinha algo maior pra mim. Logo sai do Disfarce e fui para pista fazer free lance com vários grupo tais como; Gustavo Lins, Boka Loka, Mumuzinho, Os Mulekes, Nascente, Dilsinho, Ferrugem, Netinho da Bahia entre outros... 
                Até que um dia recebi duas ligações. Numa era o grande cavaquinhista Lincon de Lima e na outra ligação era o grande baterista Camilo Mariano, ambos me perguntando se eu queria fazer parte do grupo Bom Gosto por indicação deles. Na mesma hora aceitei e de lá pra cá não sai mais, já estou a 1 ano e meio nessa banda de grande porte e que tem um respeito nacional em todo lugar por onde passa!!! 

                Hoje aqui no Rio de Janeiro já tenho o meu espaço no meio da música, tanto em gravações como em shows. Consegui conquistar esse reconhecimento.
                Já tive a oportunidade de gravar com a maioria dos grandes músicos e produtores do meio do samba tais como : Boris, Prateado , Marquinhos Santos, Jota Moraes , Evaldo Santos , Marcos Arcanjo, Lincoln de Lima, Waguinho, Michel Fujiwara e  outros. Já estou aqui há  4 anos e muito bem instalado com casa e minha família.
               Por isso falo para todos q perguntam... "Nunca Desista dos seus sonhos". “



                Um super obrigado ao Gordo pela entrevista e em nome de todos do Setor 1 o desejo que seu sucesso só aumente. Aos nossos leitores... Obrigado pelo apoio em nossa “temporada off”, rsrsrs. Não dá pra ficar longe de vocês. Abraço Astral em geral e eu ó... fuuuuui (mas volto...hehehe).