sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Papo de Ritmo


Olá amigos do Setor 1. Em primeiro lugar quero agradecer ao site pela oportunidade de falar um pouco sobre baterias e suas vertentes. Pois então, vamos fala de ritmo, mas antes, para os que não me conhecem, vou falar um pouco da minha trajetória no ritmo:

 Sou Filipe Ritter, mas a algum tempo as pessoas já não me conhecem assim, desde que me tornei o Mestre Boneco.  Hoje, atua na Unidos do Capão, escola de Sapucaia que integra o Grupo Especial de Porto Alegre. Comecei no carnaval como ritmista da bateria Coração da Vila, da União da Vila do IAP, isso em 1998, lá meu instrumento era o surdo de marcação. Na Vila fui diretor de bateria em 2000, 2001, 2002 e 2003.

Depois desta experiência como diretor, recebi o convite pra assumir a bateria da Unidos do Guajuviras, que hoje é chamada de Cadência da Nação, onde fiquei por um carnaval (2004). Após o Guajuviras, fui mestre de bateria da escola de samba Mocidade de Esteio (2005), passagem rápida também, pois recebi o convite pra assumir no carnaval 2006 a Bateria do Capão, onde fiquei por três carnavais e fui duas vezes campeão do grupo acesso, daquela época trago boas lembranças, algumas notas 10 e um Estandarte de Ouro no grupo de acesso.


Apos esses três carnavais no Capão. Tive a tão sonhada estreia no Grupo Especial de Porto Alegre ficando nos anos de 2009 e 2010 a frente da Bateria Espetacular da Acadêmicos De Niterói.
De 2011 a 2015 tive uma linda passagem pela minha escola do coração, a União da Vila do IAPI. Em 2014, um dos carnavais mais lindos que a escola já fez, tive o prazer de ver de perto a vitória chegando ao vice-campeonato. Neste mesmo ano a bateria foi agraciada com o Estandarte de Ouro e Troféu Setor 1 de melhor bateria do Grupo Especial.  

Fora o carnaval, sou professor de percussão em três projetos sociais ensinando jovens adolescentes um pouco sobre o nosso ritmo. Participo de seminários de carnaval onde faço palestra sobre a magica que é montar uma bateria de escola de samba. Outra função ligada ao ritmo que me da muito prazer é ser vice-presidente da ASDIBA (Associação de diretores de bateria).  

Pretendo ao longo das colunas falar e exaltar as nossas baterias bateria: Como se monta uma bateria de escola de samba, seus naypes de instrumentos, o que e avaliado no quesito, quem são os mestres de bateria do carnaval gaúcho, o que fazem fora do carnaval, quantos ritmistas desfilam em cada escola aqui da capital, qual nossas dificuldades pra bota a bateria na avenida...


Não vou avaliar o trabalho dos colegas, nem posso fazer isso.  Vou apenas comentar o que esta sendo realizado no pré-carnaval, no intuito de, desta forma, passar um pouco mais do árduo trabalho realizado por ritmistas, diretores e mestres e assim, a cada coluna, bater um papo descontraído e sem rodeios... sou melhor com instrumentos do que com as palavras, mas vamos ritmando ao nosso modo um espaço para falar da importante musicalidade das escolas de samba. Logo a primeira coluna está ai, espero que todos gostem! Até a próxima!