quarta-feira, 1 de julho de 2015

“Sambas Inesquecíveis” - Bambas da Orgia

Como não há material fotográfico nas redes deste carnaval, as fotos não são de boa qualidade devido a serem tiradas da televisão.

Nome da Escola: Bambas da Orgia

Tema-Enredo: Festa de Batuque

Compositores: Paulo Dias (Jajá) e Delmar Barbosa

Intérprete: Jajá


Como não há material fotográfico nas redes deste carnaval, as fotos não são de boa qualidade devido a serem tiradas da televisão.

O memorável carnaval de 1995 será pra sempre lembrado na vida dos porto-alegrenses, e isso se deve ao FESTA DE BATUQUE, samba que até hoje emociona e empolga sempre que entoado dentro do Ninho da Águia. Jajá, intérprete da escola, certamente foi abençoado pelos Deuses do samba naquela noite chuvosa ao entoar o samba que virou hino que ele compôs junto a Delmar Barbosa.
A arquibancada toda cantada, fosse vermelho ou azul... preto ou amarelo... laranja ou bordô: era unânime a força que aquele samba, que falava na ancestralidade e na magia dos orixás, causava em cada carnavalesco, estivesse ele na avenida, ou em casa, nas épocas em que as transmissões televisivas eram de qualidade, e que conseguiam passar a emoção do espetáculo.

Mestre Milton frente a gigantesca bateria de Bambas da Orgia, vestida de branco, parecia que um reflexo da emoção que transbordava dos olhos de cada um de seus ritmistas, aliás, emoção era o que não faltava naquele ano.

O titulo não ficou com a Azul e Branco, mas este era reconhecido até por seus adversários, que lembram com carinho até hoje, da festa de Batuque que permanecerá nos corações de todos os Bambas e religiosos do Rio Grande do Sul.



Samba-Enredo

Gegê, Nagô, Gexá, Oiô, Cabinda
O candomblé é cultuado na Bahia
Somos descendentes de africanos,
Da Nigéria e do Congo,
Moçambique, da Angola e da Guiné,
Príncipe Custódio, velho sábio macumbeiro,
Espalhou pelo Rio Grande fundamentos em yorubá.

Alupô! Alupô!
Alupô! Bará!
Abre os caminhos para os Bambas desfilar,
Nesta festa de batuque em homenagem aos orixás.

Deus do ferro, Deus do Fogo,
Violento Deus guerreiro,
Ogum se revoltava,
Vendo o negro em cativeiro.

Epa iê, Epa iê ô,
Minha mãe caô,
Iansã virou-se em pedra por ciúme de Xangô.

Ibeje é, criança é,
Lá na mata tem Ossanha, tem Obá, Otim e Odé.
Xapanã, Sapatá, de aê, aê,
Não deixe nunca quem é da nação sofrer.
Oxum-pandá, Oxum-docô são vaidosas,
Deusas do ouro, do perfume e da riqueza.
Iemanjá Cessum, Olobomi, Babá, Oxalá,
Hoje o Bambas faz a festa em homenagem a os Orixás.