segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tarde dedicada aos pavilhões


O Cete (Centro de estudos de Tema Enredo) organizou no último sábado (27) uma tarde dedicada aos pavilhões e a arte de conduzir o estandarte e a bandeira, símbolos máximos de uma escola de samba.

Para falar de porta estandarte a convidada foi Juciane Afrausino. Jú, como é carinhosamente conhecida no meio carnavalesco, iniciou sua palestra contando aos presentes uma pouco da sua trajetória como porta estandarte, iniciada aos dezesseis anos de idade na união da Vila do IAPI, com passagem por Academia de Samba Praiana até se encontrar de alma e coração na sua Imperatriz D. Leopoldina. 

Muito questionada pelos presentes, a ex-presidenta da Imperatriz Dona Leopoldina explanou sua opinião sobre a postura da Porta estandarte, a posição da mesma no desfile, o futuro desta Cultura que só existe no Rio Grande do Sul, as escolas de ensino e como não poderia faltar a celebre pergunta sobre ser ou não quesito no nosso carnaval.

Na sequencia era chegada a hora de falar sobre o Casal de mestre Sala & Porta Bandeira. Mais uma vez o Cete fez bonito trazendo para a mesa um trio de peso.   Os talentosos e premiados Guislaine Pereira, Gustavo Tiriri e Chula Silveira, profundos conhecedores da arte assumiram a mesa para debater, esclarecer e trocar idéias com uma palestra formada por carnavalescos, destaques, membros do Cete e alunos da escola Padedê do Samba.  


Na pauta, a postura do casal, a vaidade que muitas vezes atrapalha e ofusca, a fidelização dos mesmos com a escola, as formas de contratação adotadas por algumas escolas, julgamento, a posição do casal no desfile, o futuro do posto entre outros.  

Envolvidos que são com escolas de preparação de destaques, Tiriri ( Padedê do Samba) e Chula (Projeto Bailado)  destacaram a importância de preparar os novos talentos para o compromisso de assumir um pavilhão, principalmente sobre a difícil tarefa de dosar a  vaidade de ser o primeiro casal. Com assuntos tão interessantes e palestrantes alto nível a tarde acabou sendo curta.

O evento que tradicionalmente termina as dezoito horas se estendeu até as dezenove, deixando a todos com gostinho de quero mais. Foi uma tarde de aprender discutir e debater o nosso carnaval, com gente que faz e vive o carnaval dos gaúchos.