quinta-feira, 11 de junho de 2015

Que presidente você tem?

Ao longo de todo o processo de evolução do país mais e mais ouvimos falar casos de corrupção. Presidentes, deputados, senadores, vereadores, assessores... todos sedentos por ganhar dinheiro fácil, sem precisar trabalhar muito, e o que é pior... dinheiro público, do povo.

Esta é uma realidade não generalizada, uma vez que temos políticos corretos, embora estejam ficando cada vez mais raros.

A bem pouco tempo a falsa moralista, dissimulada e arrogante deputada e primeira dama de Porto Alegre, Sra Regina Becker Fortunatti, foi capa dos noticiários tentando impedir os rituais milenares africanistas em “defesa” dos animais, e menos de um mês depois voltou a povoar os noticiários como uma das responsáveis pelo escândalo dos funcionários fantasmas na Prefeitura de Porto Alegre.

Infelizmente é assim... nossos representantes não nos representam!

Dando um salto para o ambiente mais próximo que vivemos, em escolas de samba de todo o país não é diferente. Muito do dinheiro que deveria ser investido na cultura popular: fantasias, alegorias e melhorias nas quadras, são investidos de forma incorreta e para o uso particular.


No Rio de Janeiro, por exemplo, muitas das escolas tem presidentes “laranjas”, como são chamas aos que emprestam apenas o nome para que outros administrem a “empresa escola de samba”. Aqui mesmo na região já tivemos de algumas escolas que usufruíram desta prática, usando a assinatura de um, como os “mandamentos” de outro.

Outro fato que entristece são escolas que lutam apenas para se manter no grupo em que estão. Isso porque dirigentes preferem manter-se em uma colocação não tão boa, mas ter algo para usufruir no final, até por que, para ganhar carnaval é preciso investir... e para investir é preciso gastar!

Conheço presidentes de escolas do interior que chamam destaques da capital para seus desfiles e os deixam sem ter como voltar para suas cidades. Ritmistas que tem de fazer “vaquinha” para pagar o ônibus contratado pelo presidente daquela cidade, escolas de Porto Alegre que perdem material, instrumentos querendo ajudar as do interior que acabam não devolvendo ou pagando este material, mestre sala e porta bandeira que desfilam somente em respeito as comunidades e intérpretes que cantam apenas com o intuito de alegrar o publico, que geralmente, nada tem a ver com a má administração de suas agremiações.

No geral quem fala sobre dívidas é censurado, “estacionado” na geladeira do carnaval. Afinal, ninguém quer ou gosta de contratar alguém que fale as verdades que doem no ouvido dos maus pagadores. Já que como diz o ditado, uma maçã pode estragar todo o resto.

Tem ainda presidente do interior que não oportuniza espaço para as pessoas de suas cidades ou comunidades e querem levar destaques e intérpretes de nome, para impressionar o júri: o resultado é que além de não dar valor aos que são seus, não pagam os de fora!

Claro que este texto não quer generalizar a “classe presidente”, uma vez que não é a maioria que usa destas praticas.

Temos sim dirigentes capacitados e que dão a vida e até do bolso pela própria escola. Que usam as práticas legais para obter um resultado justo e coerente com as condições de sua agremiação. Que respeitam os destaques como seres humanos, e não os tratam como mercadoria.

Faça você uma reflexão: A única forma de exterminar a corrupção do país é votando corretamente. Não esqueça que nossos políticos é você quem escolhe. Faça isso também na sua escola de samba do coração. Associe-se, tenha direito ao voto e a escolher o seu dirigente... Você de todos os lugares do país, saia das redes sociais e faça uma avaliação silenciosa dos últimos 10 carnavais de sua escola e responda, também silenciosamente, que presidente você tem?