sábado, 20 de junho de 2015

Perfil especial: Israel Ávila

Como todos sabem, no mês de Junho o Setor 1 está completando 2 anos. Ao longo de todo este mês vamos estar publicando Perfil’s especiais com os integrantes da equipe Setor 1. Vamos conhecer um pouco mais sobre Israel Ávila, Diretor geral do Setor 1.


Nome: Israel Ávila
Idade: 31
Naturalidade: Sapiranga - RS
Função no carnaval: Diretor do site Setor 1 e apresentador do programa de mesmo nome.
Religião: Africanista (batuqueiro)
Estado Civil: (   ) Solteiro   (    ) casado   (   ) namorando  ( x ) enrolado   (    ) a procura

Escola que começou:
União da Vila (Butiá – RS)
Escola por onde passou: Unidos de Sapiranga (Sapiranga), Império da São Jorge (Novo Hamburgo), Imperatriz Leopoldense, Protegidos da Princesa Isabel, União da Vila do IAPI, Império da Zona Norte. 

Escola que está: Escola da Vida
Escola do coração: União da Vila do IAPI
Se não ocupasse a função que ocupa no carnaval, o que você seria? : diretor de carnaval
Profissional do carnaval gaúcho que você admira: Todos que lutam de fato por ele. 

Um carnaval inesquecível: Protegidos da Princesa Isabel 2011 – Meu primeiro estandarte de Ouro em Porto Alegre, na época, como melhor diretor de carnaval. 


Uma palavra: reinventar
Um sonho: Ver o complexo Cultural do Porto Seco construído
Um programa de TV: Programa Setor 1
Um filme: Antes de Partir
Um amigo ou amiga: Meu pai, Pai Vilson de Oxum
Uma música: Não Vá – Sandra de Sá
Um defeito: impulsivo
Uma qualidade: solidário

O que você vê de certo no carnaval: O amor das pessoas que, mesmo com as dificuldades, seguem na luta pela festa popular.

O que você vê de errado no carnaval: Quem fica em casa, nas redes sociais criticando o carnaval e/ou as escolas de samba e seus destaques e nada fazem para contribuir para a melhoria do espetáculo ou para auxiliar em algo preciso.

Uma história de carnaval: No dia da Escolha da Rainha do carnaval de Novo Hamburgo deste ano, 10 minutos antes de começar o evento, onde fui convidado pra ser o apresentador, recebi uma ligação dizendo que minha mãe havia sido atropelada. Desliguei o telefone é comentei com uma pessoa da organização da festa, fui até o banheiro e sem saber o que fazer, chorei bastante. Não sabia o que fazer, todo o evento passava pela minha mão, e do outro lado minha mãe, e como diz a frase clichê: Mãe a gente só tem uma. 

Liguei novamente pra dizer que estava indo até ela (de Novo Hamburgo a Sapiranga), mas minha tia disse que não havia necessidade, que ela estava no hospital fazendo uma bateria de exames e que iria me mantendo informado. Foi aí que decidi ficar. O evento iniciou e eu com ajuda da Mana (cantora, que sabia do ocorrido) tentei conduzir o protocolo da melhor forma, tentando descontrair e não transparecer o ocorrido. Só no meio da festa, quando o médico autorizou que eu falasse com a minha mãe por telefone foi que me tranquilizei e segui o trabalho da forma que deu.



 
Naquele momento entre minha mãe e o CARNAVAL eu escolhi o carnaval, está festa popular que tanto amo. Eu não to dizendo isso como forma de cobrança a nada, apenas dizendo que, acima de qualquer coisa quis respeitar as entidades, o público e as pessoas que estavam ali, e naquela hora optei pelo carnaval, mesmo algumas vezes o carnaval me decepcionando E MUITO. Graças a Deus minha mãe ficou bem e o evento ocorreu da melhor forma. E por isso que as vezes me pego a pensar e tentar explicar o que é inexplicável: minha paixão pelo carnaval...

Mensagem aos leitores do Setor 1: As mensagens que eu tenho a dizer aos leitores do Setor 1 são duas. A primeira é de agradecimento: Obrigado pela confiança, pela audiência, paciência e pelo fomento de nossas notícias. Obrigado por escolher nosso site a ser o seu diário de informações carnavalescas. Obrigado por informar nossos editores, abastecendo diariamente nossa redação de notícias. Obrigado por você aceitar e fazer parte da Família Setor 1.

A outra mensagem que tenho, na verdade é um pedido: Parem de dizer que o carnaval de Porto Alegre vai acabar. ELE NÃO VAI! Estamos vivos, e enquanto estivermos vivos podemos e devemos lutar para que isso não aconteça. Parem de ir pras redes sociais minar as pessoas contra o produto que somos tão apaixonados, isso é dar um tiro no próprio pé! SIM, temos sérios problemas em nossa festa de momo, diria até que se fosse uma pessoa no hospital ele “está nos aparelhos”... mas sejamos nós os doutores do carnaval. Vamos praticar A CURA dele indo para as escolas de samba, participando, fomentando debates coerentes e com respeito e desta forma, encontrar a melhor forma para que tenhamos um grande espetáculo nos próximos anos. O carnaval de Porto Alegre não vai acabar porque onde há amor, sempre vai haver esperança.