terça-feira, 30 de junho de 2015

O carnaval clama por mudanças

Todos nós amantes da folia em algum momento de nossas vidas já refletimos sobre o passado e o presente de nosso carnaval, sempre procurando num olhar atento a todos os tipos de particularidades que o cercam e projetar um futuro mais promissor para esta cultura. Muito se fala que estamos numa regressão tão intensa que periga não termos mais desfiles em Porto Alegre.

Sem entrar nos méritos sobre um possível fim ou não, vale o refletir de tamanha desmotivação da população com essa cultura massificadora que é carnaval. “Lembremo-nos” de outrora quando tínhamos arquibancadas lotadas, altos índices de audiência televisivos e quadras de ensaios a todo vapor, esse carnaval organizado e divulgado por apenas um órgão regulador a AECPARS (Associação das entidades carnavalescas de Porto Alegre e Rio Grande do Sul), mas em contra partida o monopólio Bambas, Imperadores e Restinga perduravam a todo custo. Talvez não tenha mais espaço para esses monopólios atualmente, mas resgatar o publico e garantir melhorias seriam primordial para a cultura.


Vejam a divisão do carnaval do POA atualmente:

LIESPA (Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre) que trata de todos os interesses das entidades que figuram no especial.

UECEGAPA (União das escolas de samba dos Grupos Intermediários e de Acesso de Porto Alegre) que como a própria sigla se transcreve cumpre o papel de gerir o intermediário A e o acesso.

AECPARS que segue ativa com menos filiadas, mas ainda importante em aspectos de cultura e governo do estado.

Pergunto neste momento, quais interesses fizeram essa partilha de órgãos reguladores?

Talvez não seja tão pessimista em relação ao carnaval, pois diversidade de campeãs acabou se tornando realidade nos últimos 10 anos, a plástica de alguns desfiles também aumentou, porém muito pouco pra progressão dessa cultura.

Voltamos à classe das perguntas: Arquibancadas fixas? Valorização de destaques? Transparência nas gestões? Comissão de frente?  Perguntas frequentes feitas pela comunidade carnavalesca que ficam sem respostas há tempos, ou seja, vemos uma gestão de carnaval totalmente fragmentada quem regulamenta especial se difere de quem regula o intermediário A e Acesso que por si só temos um terceiro órgão que ainda possui associados de Acesso.

Acredito que a muito mais cifrões e questionamentos obscuros aos quais possamos entender, mas o que me gera estranheza é que a matéria prima de tudo é simplesmente e UNICAMENTE o Carnaval, e este é o que menos tem voz...