terça-feira, 23 de junho de 2015

A magia do samba no teatro


Você que gosta de samba e não é ruim da cabeça já imaginou fazer uma viajem a 1916, estar perto de Tia Ciata, de Donga, Ismael Silva e grandes nomes responsáveis por fazer do samba o ritmo mais brasileiro.

Pois bem. Estou falando do espetáculo “Sambra – 100 anos de samba”, que esteve em cartaz nos dias 16 e 17 deste mês no teatro do Sesi.

O espetáculo inicia com grandes nomes do samba, como Cartola, Pixinguinha, Clara Nunes, sendo chamados para contar essa história cantando as músicas, “Os oito batutas”, de Pixinguinha, “Apoteose do Samba”, Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, “Agoniza mais não morre”, de Nélson Sargento e “A voz do morro”, de Zé Keti.

Foto: Guto Costa

O primeiro ato do musical parte da história do primeiro samba gravado “Pelo Telefone”, colocando em cena a dúvida se realmente Donga era o único autor e se a música era  realmente um samba.

A partir de então a história passa pelo Rio de Janeiro dos anos 20, 30, 40, com a apresentação de Sinhô cantando seus sucessos como “Jura” cantado por Mário Reis, interpretado por Diogo Nogueira que estreia como ator. Tem um passeio pelo morro da Mangueira, quando Cartola é celebrado com seus sucessos, o samba gaúcho não foi esquecido, pois Lupícinio Rodrigues é homenageado com a música “Vingança”.

Uma cena emocionante foi o bate-papo fictício de Noel Rosa e Martinho da Vila, e destaque para atuação do ator Alan Rocha que fez uma ótima composição de Martinho da Vila.

Conhecemos o samba na era do rádio, a bossa nova, o samba na época da ditadura com a música Roda Viva de Chico Buarque, misturado com sucessos do samba do momento mais pesado da história do país. E uma chegada ao Cacique de Ramos, com Beth Carvalho, interpretada pela atriz Ana Veloso apresentando o grupo Fundo de Quintal e os demais nomes que até hoje fazem do samba um sucesso.

Foto: Guto Costa

E claro não poderia faltar o carnaval contando o surgimento da primeira escola de samba  A Deixa Falar, fundada por Ismael Silva e no final a atriz Patrícia Costa, neta de um dos fundadores da Portela, Cláudio Bernardo conta sua própria história deixando aflorar  a emoção ao cantar "Foi um rio que passou em minha vida" de Paulinho da Viola.

 Um musical mágico que faz o centenário do samba começar com muito brilho. O espetáculo “Sambra – 100 anos de samba” tem como diretor Gustavo Gasparini e um elenco de primeira com o protagonismo do cantor Diogo Nogueira.

Torço para que o espetáculo volte ao Rio Grande do Sul, para agraciar os gaúchos com muito samba no teatro.