quinta-feira, 16 de abril de 2015

Perfil: Fabiana Vasconcelos


Nome: Fabiana Vasconcelos 

Idade:
40

Naturalidade: Santo Ângelo - RS

Função no carnaval: Diretora Jurídica da Liespa

Profissão: Advogada

Religião: Umbandista

Estado Civil: (x )Solteiro   (    )casado   (   ) namorando  (   ) enrolado   (    ) a procura

Escola que começou:
A minha origem no carnaval vem da Escola Acadêmicos da Orgia, escola da qual minha mãe, a grande Túlia Silva, foi presidente.

Escola por onde passou: Nunca desfilei oficialmente por nenhuma escola. Não trabalhamos com muito samba no pé. rsrsrs

Escola que está: Não participo de nenhuma escola.

Escola do coração: Meu mar vermelho e branco, Imperadores do Samba

Se não ocupasse a função que ocupa no carnaval, o que você seria? : Acredito que seria uma boa temista.

Profissional do carnaval gaúcho que você admira: São dois: Sandro Ferraz e Luiz Marcelo Rodrigues (Marcelinho).

Um carnaval inesquecível: carnaval de 2014

Uma palavra: amor

Um sonho: ser feliz

Um programa de TV: Law & Order - SVU

Um filme: E o Vento Levou

Um amigo ou amiga: Minha mãe e rainha Túlia e minha amiga de infância, irmã e comadre Cristina Nascimento Camargo Rodrigues.


Uma música: Best Thing I Never Had , da Beyoncé

Um defeito: teimosia

Uma qualidade: teimosia

O que você vê de certo no carnaval: Vejo, com muito prazer, a qualificação de nossos destaques “quesitos”. O carnaval de Porto Alegre possui Diretores de Bateria, MS, PB, Carnavalescos, Figurinistas e Diretores de Carnaval de alta qualidade.  Temos Mestre Guto, que comanda seus “tinguerreiros” de forma especial. Temos Mestre Biskuin e sua equipe, que fazem um ótimo trabalho e tem uma logística de avenida incrível para que a Bateria Trovão Azul tenha um desfile de qualidade. Ainda, no quesito bateria, tivemos nosso saudoso Mestre Brinco, que foi irretocável no seu modo de dirigir a Sinfônica Vermelha e Branca. No quesito MS/PB, que tenho a felicidade de vivenciar de perto, temos Marcelinho que é, sem sombra de dúvidas, o melhor MS que o RS já produziu. E falo isso não por sermos amigos e compadres, mas por acompanhar de perto sua trajetória vencedora nos carnavais daqui e do interior do Estado. Temos Fabiana Almeida, uma PB da nova geração, com uma técnica apurada, precisa e com movimentos claros e limpos. Em termos de figurino, temos o mago Luciano Maia, que é simplesmente perfeito na criação e na confecção, de alta qualidade, de suas fantasias.  Silvio Guerra é outro gênio. Um carnavalesco de extremo talento, competência e criatividade. E encerrando, gosto muito de dois grandes Diretores de Carnaval: meu “titio” Braulio Pontes e Hélvio Dias, o Gordo. Gerações diferentes, mas ambos com extrema competência no que fazem. Afinal, dirigir o carnaval de uma grande escola não é tarefa fácil.


O que você vê de errado no carnaval: Não vivo num mundo de “Alice”. O carnaval de Porto Alegre tem uma vasta lista de pontos a melhorar e evoluir. Há que se melhorar o regulamento geral do carnaval. Acredito que os Presidentes devem ouvir seus diretores e verificar quais pontos do regulamento devem melhorados, quais pontos devem ser modificados e quais pontos devem ser excluídos. Um exemplo: o recuo da bateria. Eu, Fabiana, advogada, que não sei tocar nem moeda na fonte dos desejos, não tenho a condição técnica de dizer para um diretor de bateria que o recuo será naquele local, com as caixas e carro de som em tal posição, pois se ficar na posição “x”, o intérprete não terá a condição de se ouvir e a bateria poderá atravessar. O Presidente de uma entidade, após ouvir seu diretor, terá a condição de chegar na reunião do Conselho de Presidentes e dizer “sugiro que o recuo deverá ficar em tal lugar por este motivo e as caixas de som, em tal posição,  por tais e tais razões técnicas expostas pelo meu Diretor de Bateria.” E assim, será possível o debate e a alteração daquele artigo no regulamento.  Acredito, também, que já passou da hora das escolas serem geridas como empresas. Há que ter bons projetos, para captação de recursos junto à iniciativa privada e ao poder público, aproveitando as leis de incentivo à cultura. Carnaval é cultura popular? Sim, é. Mas, exige dinheiro para sua realização. As entidades possuem despesas com suas sedes, com seus profissionais contratados. E para movimentar esta grande máquina chamada “Carnaval” é preciso de um grande aporte financeiro. Porem, acredito que nosso “calcanhar de Aquiles” é a falta de uma estrutura definitiva de arquibancadas e camarotes no Complexo Cultural do Porto Seco. Nós, carnavalescos, devemos nos unir e fazer pressão junto aos órgãos públicos competentes e lutar para que nossa cultura seja respeitada e que as arquibancadas e camarotes deixem de ser uma maquete em 3D e se tornem realidade.


Uma história de carnaval: Minha história de carnaval? São tantas. Rsrsrs. Poderia contar a história de que o primeiro beijo que dei no amor da minha vida foi no carnaval de 2000. Mas, os “detalhes sórdidos” ficam para a próxima. No carnaval deste ano, tive a felicidade de ver meus dois afilhados, Andrey e Gabriel, “pularem” juntos o carnaval no Porto Seco. Correram, brincaram, jogaram no meu IPad. Enfim, se divertiram. E deixaram minha Comadre Cris e eu, malucas. Lembro quando chegou a hora do Dedey trocar sua fantasia e desfilar no “Imperador”. O Gabi ficou pasmo olhando tudo aquilo e sem pestanejar me disse, com aquele sotaque carioca irresistível: “Dinda, ano que vem, vou desfilar com o Andrey. Mas, tem que ser no nosso Imperador e minha fantasia tem que ter asas. Como a dele.” Perguntei sobre as asas e ele apontou o esplendor do Dedey.  Resultado: Fiquei muito feliz! Afinal, meus dois afilhados torcem pela mesma escola que eu. A magia das crianças é algo inexplicável! E eu, tenho que providenciar uma fantasia com asas para 2016. Não é fácil ser dinda destes pequenos foliões, rsrsrs.