sexta-feira, 13 de março de 2015

Ouvindo histórias... de preconceito e intolerância religiosa


Nos sempre deixamos claro em nossas colunas e artigos que o nosso carro chefe é o carnaval, embora nunca tenhamos deixado de falar de tudo que interessa o mesmo público, como a cultura afro, a religiosidade e seus preceitos.
Em função das frequentes discussões acerca da perseguição a Ritos e a Liturgia de Matriz Africana, viemos por meio desta nos manifestar e solicitar a todos que acompanhem e se posicionem junto aos seus representantes em relação a manter a Lei Estadual 12.131 e também contra ao Projeto de Lei PL 21/2015, liderado pela Deputada evangélica Regina Becker Fortunati.
Este assunto rendeu inclusive um programa inteiro de debates estre a deputada e representantes das Associações de Religiões Africanistas. A referida Deputada defende a proibição e a exclusão de animais em rituais africanistas, mas em nenhum momento fala sobre os matadouros e abatedouros de animais para a venda comercial.
Vale lembrar que a Lei 12.131, de 22 de Julho de 2004, aprovada na Assembleia Legislativa ainda é válida e queremos que esta Lei seja mantida a fim de fazer valer os direitos e a liberdade religiosa garantida pela constituição federal.
Esclarecemos que os animais imolados nos centros de religião vão gerar alimento para os adeptos dos rituais e esta comida oferecida faz parte da liturgia e dos preceitos de dividir entre os irmãos o alimento sagrado. O sangue não é consumido, ele é utilizado em rituais para sacralizar objetos.
Trata-se de uma cultura ancestral que atravessou séculos, onde o abate dos animais é o mais rápido e indolor possível. Ressaltamos também que as crueldades são totalmente proibidas, pois invalidam o sentido do ritual e da liturgia.

            A cultura gaúcha, que é extremamente carnívora, em sua rica dieta alimentar, faz uso em suas mesas de grande quantidade de carne de diversos animais abatidos em frigoríficos e matadouros, como também dos animais abatidos para consumo doméstico, além de iguarias como a vitela, a carne de gado de filhotes abatidos, entre outros.
Esclarecemos também que está equivocado quem expõe animais sacrificados em vias públicas. Este tipo de ação é realizado por parte de pessoas que não conhecem os fundamentos, as regras e a verdadeira doutrina das religiões de matriz africana.
            Desta forma, é imprescindível o seu apoio a favor da manutenção desta Lei Estadual (12.131). Fiquem ligados, pois haverá uma audiência pública para tratar deste delicado assunto no dia 17 de março de 2015. Defenda a sua cultura...