segunda-feira, 23 de março de 2015

Aprenda Yorubá com a nova coluna do Setor 1

Já frisamos por diversas vezes aqui no Setor 1 que o nosso carro chefe é sim o carnaval. O carnaval tem tudo de nós... é ele quem manda aqui. Mas o fato dos foliões da festa de momo serem apaixonados pelo ritmo e assuntos da folia, não os impede de ler em nossa revista virtual aquilo que lhe é pertinente, como assuntos culturais que envolvem o mesmo meio e os mesmos leitores.

A religiosidade africana não é diferente. Cerca de 70% ou mais dos integrantes das entidades carnavalescas são de religiões de matriz africana ou pelo menos “fazem aquela limpeza” dias antes da folia, não é?

Unindo carnaval e religião chegamos ao nome de uma pessoa: Alexandre Barbosa. Mais que um mestre sala consagrado do nosso carnaval, Alexandre é professor de várias línguas, entre elas o Yorubá.

O Yorubá (pronúncia em português = iorubá) compreende ascrenças originais e práticas religiosas do povo africano. Sua terra natal é no sudoeste da Nigéria e nas partes adjacentes do Benin e Togo. Durante o tráfico de escravos do atlântico foi exportada para as Américas, onde influenciou ou deu origem a diversas religiões de matriz e crenças de matriz africana como o Candomblé, a Umbanda e a Nação de Batuque. O dialeto ou língua Yorubá é a forma de ligação entre o mundo sobrenatural e o mundo em que vivemos, é a partir de agora vamos passar a conhecer um pouco mais desta linguagem e aprender Yorubá com o Professor e novo colunista do Setor 1, Alexandre Barbosa na coluna Setor de Axé!


O professor no carnaval

Para falar do professor e mestre sala em questão é preciso ser bom com datas! Alexandre Barbosa iniciou no carnaval em 1983, na Academia de Samba Praiana na ala de passistas mirins. Em 1985 entrou no Imperadores do Samba onde ocupou os seguintes cargos: puxador mirim, passista mirim e terceiro mestre-sala. Ainda nos Imperadores tornou-se 1º mestre sala em 1989 e lá ficou até 1998. Em seguida partiu para Imperatriz Dona Leopoldina.
Retornou aos Imperadores em 2001 e lá ficou até 2004 quando passou a ser o guardião do primeiro pavilhão do Império da Zona Norte. Em 2005 o mestre-sala foi bailar na Zona Sul, no Estado Maior da Restinga.

Foto: Alice Schreiner

Nos anos de 2006 e 2007 voltou aos Imperadores do Samba e de lá foi novamente para o Império da Zona Norte nos anos de 2009, 2010 e 2011. Em 2012 cruzou o Porto Seco novamente com a Imperatriz e em 2013 voltou para os Leões da Zona Norte. No carnaval 2015 bailou na escola União da Tinga, ao lado de Cintia Machado.
Entre as premiações estão: premiações internas da Imperadores pela conquista do bi, tri e tetra campeonato, Troféu Epatur; Estandartes de Ouro ( Aecpars) ,Troféu Gaucha 70 anos ;Personagens da Folia; Prêmio Udesca e Troféu Setor 1.