terça-feira, 24 de março de 2015

A música venceu!


Qual a maneira de medir a distancia de uma paixão? Ou ainda medir a distancia que o sonho leva para virar realidade? Muitos são os nossos anseios, desejos e vontades. Seja com a idade que for, traçar metas e lutar para alcançá-las é algo comum entre os seres humanos.

A paixão do personagem desta historia também é a paixão de dezenas de pessoas que você conhece: a música! Já a distancia do palco da historia pode-se medir por quilômetros, especificadamente cerca de 270 km de Porto Alegre, em uma viagem que nos leva até São Sepe.

Nesta cidade do interior do Rio Grande do Sul que Eguer Costa Farias iniciou seu relacionamento sério com a música. A paixão iniciou ao ver seu pai e seu irmão mais velho, que sempre cantavam e tocavam em bandas da cidade. Aos 07 anos de idade ingressou na bateria da escola de Samba União da Lagoa, próximo de sua casa.

A percussão tomou parte de sua infância e juventude, embora cantar fosse sua verdadeira vontade e vocação. A primeira oportunidade veio aos 16 anos, quando foi convidado a integrar o apoio vocal da mesma escola de samba.

Anos depois virou o canário número 1 de sua escola do coração, onde foi agraciado dois anos com o troféu de melhor interprete. Com isso vieram os convites para cantar em blocos e escolas das cidades vizinhas. Ao ingressar no quartel, teve a oportunidade de fazer um curso de cabo músico e, paralelo a isso, cantava em bandas de pagode e swing por ai afora:

“Passei no curso e vim morar em Porto Alegre. Local onde certamente o movimento musical e carnavalesco é mais intenso. Desde pequeno tocava corneta e trompete, isso me ajudou muito na carreira dentro do quartel e posteriormente na vida de músico. Passei no curso pra tocar tuba, foram bons anos, de 2005 a 2010. Recebi um premio junto a banda, Prêmio Lupicínio Rodrigues, um dos maiores do sul do estado. A banda da PE me trouxe muitas alegrias, viagens, me fez conhecer novas pessoas, tudo isso atrelado ao que mais gosto de fazer que é a música.”diz Eguer

O músico comenta que mesmo estando no quartel o carnaval nunca deixou de fazer parte da sua vida. Acompanhava tudo sobre o carnaval de Porto Alegre na TV e sabia cantar todos os sambas daqui. Dali admirava muitas vozes, dentre elas a de Vinícius Machado, o qual diz ser uma grande inspiração pela trajetória e luta dentro do carnaval.

Com a baixa da turma no quartel, o musico viu novamente seu sonho se distanciar, já que teria de voltar pra casa, e assim, ficar mais longe da folia da capital. Isso levou o mesmo a ficar 3 anos longe de tudo, fazendo com que o mesmo pensasse em desistir da música.  

Já morando em Carlos Barbosa, a convite de um amigo, montou uma banda e retornou ao cenário musical, inclusive para o carnaval. Neste ano, 2015, foi convidado para ser o interprete de um bloco de Gramado. Enquanto cantava na serra foi visto por Cris Rodrigues, interprete da Algarve do Futuro de Alvorada, que o convidou para integrar seu apoio vocal.

No carnaval de Alvorada - Foto Tondy Guedes/Carnafolia

Aos poucos o músico e cantor volta ao ramo musical na grande capital, embora confessa que almeja em 2016 realizar outro sonho:

“Quero integrar alguma harmonia de Porto Alegre, do grupo que for... Acho que seria um grande aprendizado pra mim. Tenho uma caminhada na musica, mas quero sempre aprender mais e mais, com novas pessoas e novos “professores”, e sei que o carnaval daqui pode me oferecer isso...” – diz o Eguer que passou a morar na capital para trabalhar e também buscar novas oportunidades no ramo.

Pra finalizar esta historia vamos repetir as perguntas do inicio do texto: Qual a maneira de medir a distancia de uma paixão? Ou ainda medir a distancia que o sonho leva pra virar realidade?

Nosso personagem nos mostrou que meio caminho andado para realizar seus sonhos e dar-se a oportunidade e o direito de sonhar. Após isso, persistir naquilo que se deseja, perante suas qualidades e seu talento e não desistir perante as dificuldades.

E você, que esta lendo esta história, já sonhou ou realizou algum sonho hoje? PRATIQUE.