quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Velha Guarda da Bateria: reencontro de amigos num resgate da história de Bambas da Orgia

Por Renato Araújo 

Em mais uma iniciativa inédita, Bambas da Orgia conta atualmente com uma atração especial, entre muitas que hoje brilham na escola. É a Velha Guarda da Bateria, que reúne antigos ritmistas, pessoas que deram sangue e suor pela escola, no passado. Com o fim específico de fazer uma grande confraternização, a Velha Guarda vai além disso: faz o resgate de significativa parte da história do Carnaval de Porto Alegre. Ao som dessa bateria, que retoma frases e convenções antigas, são executados sambas e melodias de exaltação vitoriosos, relembrando parte da trajetória bambista.


A ideia surgiu em 2013. No começo, seria feito, uma vez por mês, um churrasco para reunir os antigos integrantes da bateria, lembrar histórias e confraternizar. O objetivo na época era reforçar o espírito de amizade que sempre existiu entre os ritmistas. Foram três reuniões neste formato.

Devido à pressão dos mais entusiasmados para tocar, Mestre Nilton Pereira, atual presidente do conselho de Bambas da Orgia e o mais atuante diretor de bateria da escola de todos os tempos, lançou a ideia. Imediatamente foi aceita pelo corpo diretivo da escola. Todos os ritmistas do passado estariam automaticamente convidados a participar, com a condição básica de que tenham participado dos carnavais na quadra de ensaios do campo do Força & Luz, na rua Alcides Cruz, em Porto Alegre, nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Aquele foi um marcante período da história da escola azul e branco.


Pelo menos 60 pessoas se entusiasmaram com a ideia. Figuras que sempre estiveram ligadas à bateria de Bambas da Orgia, como Guaraci, Ciro, Marino, Marzão e Noronha foram convidados. Também discípulos do Mestre Nilton, como Mestre Cláudio Toralles, Mestre Alexandre Xapanã e Mestre Marcelinho se fizeram presentes. E ainda nomes que até hoje integram a bateria da escola, como o Mestre Biscuin, Jefersandro e Nelsão Silveira também fazem parte do grupo. Na harmonia, dois ex-integrantes da bateria: Nego Edu na voz e Roberto Nascimento no cavaquinho.

Em 9 de novembro de 2014, depois de vários ensaios, a Velha Guarda da Bateria de Bambas da Orgia se tornou realidade. Desde então, o grupo vem se apresentando, às quintas-feiras na quadra, abrindo o ensaio-show da escola, nas “Quintas em Azul e Branco”.

Em pouco tempo, ocorreram também apresentações em eventos, sendo o ponto alto a participação na definição da Corte do Carnaval, em 9 de janeiro de 2015, no Clube Farrapos. Naquela oportunidade, a Velha Guarda da Bateria tocou para o lançamento do estandarte e da bandeira da Liga das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa) e na homenagem feita às madrinhas, musas rainhas de bateria do Carnaval porto-alegrense.

A Velha Guarda da Bateria tem o apoio da direção e a licença da Velha Guarda de Bambas da Orgia. A iniciativa tem sido uma atração não apenas na quadra, mas no Carnaval de Porto Alegre, emocionando sobretudo aqueles que conheceram a escola na época do Força & Luz e que viveram um pouco daquele período de ouro de Bambas da Orgia.

Velha Guarda Bateria traz Quinho do Salgueiro

Será no próximo dia 2 de Fevereiro, a partir das 17 horas. A Velha Guarda da Bateria traz nada menos que Quinho, intérprete do Estácio de Sá (RJ) como atração nacional para um grande evento na quadra de Bambas da Orgia. Segundo o mestre Nilton Pereira, este é um da série de eventos que projeto pretende realizar para consolidar a existência do grupo.

Além de Quinho, haverá também a participação de Porto Alex, outro grande intérprete do período de ouro da escola. Haverá também a participação dos intérpretes Sandro Ferraz; Alexandre Belo, da Imperatriz Dona Leopoldina; Renan Ludwig, da Estado Maior da Restinga e Vinícius Machado, da Imperadores do Samba; além, é claro, de Fábio Ananias e mais a bateria Trovão Azul, de Bambas da Orgia, e Nego Edu, intérprete da Velha Guarda da Bateria.


Os ingressos podem ser adquiridos na quadra de Bambas da Orgia, situada na rua Voluntários da Pátria, 1387. Também rua General Vitorino, 140, 2º andar, sala 210, no Centro de Porto Alegre.