quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Respeito a arte do mestre sala e da porta bandeira


Leitor Amado, estou aqui mais uma ver para nosso encontro que devido a minha preparação para o carnaval que se aproxima, tem sido cada vez mais raro encontrar tempo para prepara à resenha.

Hoje venho falar sobre a importância e a responsabilidade da arte que defendemos.

Quando escolhi essa função para minha vida não fazia ideia de tamanha responsabilidade que estava assumindo para longo prazo, em minha ingênua “mente” era simplesmente dançar, brincar o carnaval na passarela, apresentando minha escola e sambando de uma forma única que apenas eu e meus amigos de ala sabíamos fazer, comparando é claro com outros integrantes da escola, mas com o passar do tempo fui descobrindo que ia muito além da dança, que era muito mais que simplesmente conduzir uma menina com uma bandeira em punho.


E hoje depois de ter me tornado um profissional na arte da dança, observo que infelizmente muitos não têm essa percepção, começam a dançar por saber que terão algum “destaque” no carnaval, ou conseguiram tirar alguma vantagem “particular” em cima disso, esquecendo das tradições que essa arte possui e acabando com o respeito que muitos batalharam para construir no passado.

Sou de uma época em que a arte escolhia mestres sala e porta bandeiras e não os mesmo escolhiam a arte. Me peguei escrevendo esse texto faltando exatos 30 dias para o inicio do carnaval. Para que esse que escolheram a arte reflitam sobre essa responsabilidade que tem em mãos.

Que pensem no tanto que os mais antigos lutaram para que hoje possamos desfrutar de um pouco de respeito.

Hoje temos fantasias confeccionadas por profissionais renomados, que utilizam as vezes  os melhores e mais caros matérias para que possamos passar bem elegantes e bonitos na passarela e isso tudo custeado pelas escolas de samba, em outras épocas eram os próprios profissionais que confeccionavam suas fantasias comprando matérias com seus próprios recursos financeiros , simplesmente para terem o prazer de defenderem seus pavilhões.


Na atual realidade em que vivemos alguns não dão muito valor a arte como nosso ídolos do passado, precisamos pensar que vamos além de um casal que defende 40 pontos para uma agremiação, e sim que defendemos a paixão de milhares de corações.

Espero que tenham conseguido compreender minha mensagem e que trabalhem bastante para o carnaval que se aproxima.

Aos que valorizam e defendem a arte, meus sinceros cumprimentos e aqueles que tem uma atitude que não correspondam a essa conduta tentem uma outra função dentro do carnaval, afinal a festa profana é para todo mundo...