segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Exemplo que vem do passado...

Seguindo com a série de matérias do Mês da Criança peço licença ao nosso leitor para contar a historia de Rodolfo, Tábata, Joaquim e os Silva Gomes.

A comunidade do carnaval de Novo Hamburgo e região certamente tem na lembrança um dos mais marcantes e talentosos casais de passistas que passaram por sua mais antiga escola de samba, a Cruzeiro do Sul, Rodolfo e Tabata. Rodolfo por sinal é neto de um dos fundadores da Sociedade Cruzeiro do Sul, e por lá saiu em ala, foi ritmista até conhecer a atual esposa, Tabata e iniciar o projeto de passista.

A família do jovem casal se completava no ano de 2012 com a chegada de Joaquim, primeiro filho do casal. Já tendo abandonado a vida de passista (mas nunca o amor pelo carnaval), ambos se dedicaram integralmente a criação de do pequeno Joaquim, ensinando-lhe os valores da família, da vida e da boa convivência...


Rodoldo é professor de educação física, e em 2013 passou pela experiência nada fácil de perder a mãe. Dona Ieda era uma daquelas “vovós” com jeito de vó... que gostava de reunir a família em grandes almoços, gostava da casa cheia e de viver rodeada de amigos.

Com a idéia de, mesmo com a difícil ausência dela seguir com o núcleo familiar sempre unido, que os Silva Gomes protagonizaram no ultimo domingo várias cenas que servem de exemplo para todos nós.

Tios, irmãos, primos, sobrinhos, filhos, vizinhos e amigos reuniram-se na cada do Vovô Julio, pai de Rodolfo, para comemorar o Dia da Criança de uma forma mais que especial. Os pais organizaram brincadeiras antigas, que aos olhos da atualidade parecem ultrapassadas, mas que divertiam as crianças de tempos atrás.


Adultos, jovens e crianças brincaram de pular corda, corrida no saco, dança da cadeira, argila, corrida da colher, entre tantas outras. Em meio a toda família o pequeno Joaquim corria de um lado para outro feliz, sem saber com o que iria se divertir primeiro, isso sem ligar nenhum brinquedo “na tomada”, como vídeo game, computador e tantos outros artifícios da atualidade que muito tomam tempo, mas nada ensinam.

“Desde que minha mãe morreu temos tentado manter sempre o núcleo familiar ativo e unido. Nos fortalecendo do baque que tivemos com o perda dela. Através das brincadeiras lúdicas, antigas e recreativas podemos fazer também um resgate da nossa criança interior, e passar isso a nossos filhos. Foi um momento afetivo que somou muitos valores a nossa família. O evento era aberto a comunidade em prol da alegria do lugar onde vivemos... minha mãe sempre fazia isso, festas que tinham como característica principal a alegria, e seguiremos com este legado...” – Diz Rodolfo.

Rodolfo adianta que outras datas comemorativas serão lembradas em breve, e novos eventos da família irão alegrar o bairro.


O Domingo que pode ser comum para a família Silva Gomes também pode dar uma lição a todos nós. Resgatar e trazer para o nosso dia-a-dia valores familiares, e aquela alegria de criança escondida em cada um de nós, sufocada pelos desprazeres e problemas da vida. Sejamos todos multiplicadores de Roldolfos, Tábatas, Joaquins, Silvas e Gomes por ai afora. Valorize mais as coisas simples da vida, e assim seja muito mais feliz.

E você? Já brincou com seu filho, irmão ou amigo hoje?