quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A cumplicidade de um casal...


Estamos aqui de novo meu povo! Na nossa resenha de sempre... Antes de iniciar a coluna da semana gostaria de dizer que, a partir de hoje, a meu pedido, minha coluna será ilustrada com imagens dos casais de mestre sala e porta bandeira de Porto Alegre, como forma de homenagem e valorização do trabalho tão bem desenvolvido pelos meus “irmãos da arte” ai no Rio Grande do Sul.

Hoje venho falar da cumplicidade do casal, como sabem já estou um bom tempo atuando na área da dança de mestre sala e já fui par de varias parceiras, e com o tempo pude observar que assim como em um casamento a dança também requer que o tempo reforce o conhecimento dos parceiros.

Porem, acho que não só o tempo é o que define a cumplicidade, como o nome já diz somos “casal de mestre sala e porta bandeira” e assim acho que quanto mais comunicação nos ensaios, toques “Condução do mestre sala” e olhares podem garantir mais segurança e confiança na dança, muitos acham que o simplesmente dançar é ser mestre sala ou porta bandeira, e isso é uma inverdade. Aprender a arte da dança não é complicado, mas ter o dom e o talento, sim.


Observo muito cada estilo e cada personalidade de casais que atuam no Brasil, muitos conseguem demonstrar 100% de cumplicidade mesmo com pouco tempo atuando juntos , mas outros podem passar anos até conseguir atingir total cumplicidade.

Talvez não estejam entendendo o que quero dizer com a palavra “cumplicidade”, mas para eu, saber o momento certo de para e tocar as mãos, o momento de reverenciar e ou agradecera os espectadores, a hora certa e precisa, de levantar  “Juntos” dessa reverencia , ou seja, saber cada mínimo detalhe de movimento do parceiro, por mais que haja o improviso “movimentos naturais executados dentro da dança tradicional” é ser cúmplice na dança. Falo mais em relação aos mestres sala, afinal sou um.

Mestre sala tem o dever de conduzir e proteger sua parceira, pois a mesma conduz e defende o símbolo maior da instituição “Escola de samba”, então cada passo, cada movimento, cada gesto deve ser iniciado por ele, não estou diminuindo ou aqui dizendo que porta bandeira deve seguir cegamente seu parceiro, mas se ele for um bom condutor, por que não ele ser os seus olhos? Afinal confiança é a base de tudo, e não apenas na dança mas também fora dela pois quanto mais contato mais cumplicidade e confiança adquirimos.


Bom galera, acho que é isso, quero apenas alertar os nobres casais sejam eles recém-formados ou com mais tempo de dança o devido valor que temos que dar ao companheirismo e lembrando sempre o que tudo que fizermos de bom ou de ruim aos nossos parceiros prejudicara única e exclusivamente ao nosso trabalho, então deixo aqui meu recado. Até breve meus amigos!
______________


Quer seguir essa “prosa”, ler outros textos e curtir algumas fotos do meu trabalho? Então CURTA AQUI  a minha fan Page no facebook e vamos ficar juntos o tempo todo! Obrigado meus amigos, até a próxima coluna.