quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um rei de verdade... um rei do povo!

Fábio Verçosa - Rei Momo de Porto Alegre - Foto Fátima Oliveira Rodrigues

... 2014, poderia ter sido um ano atípico para a Corte do Carnaval de Porto Alegre, pois desde março, o Rei Momo Fábio Verçoza enfrenta um grave problema de coluna que o afastou por alguns dias dos eventos sociais e culturais da Cidade.

Mas, dito por ele mesmo, parafraseando “o show não pode parar”, e “eu envergo, mas não quebro”. Nesse primeiro momento de afastamento do Rei, a Rainha Brennda Martins e as Princesas Alana Garcia e Caroline Aires, seguiram cumprindo a agenda da Corte, tal como a participação no Troféu Setor 1 e Estandarte de Ouro.

Com a redução da dor, e ainda com o apoio de muletas, a partir de meados de abril, o Rei Momo, se junta novamente ao trio de Soberanas e também recomeça a participar dos eventos.


A Corte nesse primeiro semestre participou de alguns projetos sociais, como a palestra sobre Auto Estima, para as debutantes da Festa de 15 anos da EMEF Mario Quintana, na Restinga e também da Campanha do Agasalho, promovida pela Imperadores do Samba, em sua Festa Junina.

No dia 21 de maio, a equipe do Diário Gaúcho, foi a casa do Rei Momo para entrevistá-lo, com o objetivo de esclarecer tudo sobre sua saúde. A Corte, mesmo sem a presença do Rei, esteve prestigiando a festa de inauguração da “nova casa” da Praiana. Na tarde de sábado, 22 de junho, a Corte foi visitar o trabalho maravilhoso realizado no mezanino da Usina do Gasômetro pelo Padedê do Samba.


No dia 12 de julho, o Rei Momo, esteve presente no Hotel Embaixador, para o Lançamento da Candidatura do Deputado Federal Paulo Ferreira. Ainda em Julho o Rei marcou presença na aula inaugural do CETE e na Festa Julina do Padedê do Samba. No dia 19 de julho a Corte fez presente na entrega do Troféu UDESCA 2014. Já no domingo, a Corte esteve presente no almoço em prol da AACD.

Mas não para por ai, em Agosto o Rei integrará a Comissão Julgadora que irá escolher o Mister Porto Alegre 2014, no Teresópolis, participara do  Pedágio da AACD  e do  MC Dia Feliz em Prol do Instituto do Câncer Infantil... e por ai vai.


O trabalho que o soberano do nosso carnaval e suas soberanas desenvolvem vai além das linhas amarelas. Isso, que muitos de nossos “representantes” deveriam fazer, é muito bem feito pela corte do carnaval, méritos de rainha e princesas bem escolhidas, e claro, muito bem lideradas pelo Rei momo mais atuante da historia do carnaval de Porto Alegre. Para encerrar esta matéria, vamos “copiar, colar”  um pequeno desabafo feito pelo rei a poucos dias em sua rede social que mostra e exemplifica, que ser rei é muito mais que usar uma coroa.

"Todas as manhãs e noites, busco no Google e nas páginas dos amigos, imagens e palavras bonitas para desejar tudo de melhor para as pessoas que tanto amo, aqui no Facebook. Hoje, resolvi desejar uma BOA NOITE de forma diferente. Escrita por mim. Talvez, com menos rimas e doçuras, mas com certeza, com maior veracidade e sinceridade.

Primeiro, em forma de agradecimento, a toda imensidão de carinho que recebo nos posts, no in box, nas ligações, nos encontros casuais na rua,... Quero confessar, que algumas vezes, sequer sei o nome de quem está falando comigo, mas que isso não diminui em nada a sinceridade do meu carinho e atenção.

Também registro aqui a certeza de que tudo o que tenho, em termos de reconhecimento e carinho público, devo única e exclusivamente ao povo carnavalesco. E aqui, que fique bem claro, quando falo povo, é "povão" mesmo. Integrantes, destaques, porteiros das quadras, guardadores de carros na frente das quadras, ambulantes (affff, cada cachorro quente), empurradores dos carros alegóricos, limpadores dos banheiros químicos na Porto Seco,... Nunca existirá um Rei de uma festa popular, sem essa afinidade, sem essa aceitação. Neste tipo de reinado, "goela abaixo" não funciona.
Quero dizer também, que assim como o meu sorriso, cada lágrima derramada, também foi sincera. Doeu muito o ano em que busquei Bambas da Orgia sem um carro alegórico sequer. Dor igual, ver baianas ou ritmistas chorando por entrarem na Avenida sem suas fantasias completas. Isso sem falar na dor de ver "aquilo" que chamam de "Complexo Cultural", daquele jeito e totalmente esquecido por muitos.

Pode então surgir a pergunta:- E o que tu fazes, enquanto Rei Momo, para que esse quadro mude?
- Talvez, quase nada para os olhos de alguns. Em contrapartida, fiz quase tudo que estava ao meu alcance, levando a palavra CARNAVAL, em todos os lugares, dos mais nobres aos mais simples, estampada no meu peito e escancarada em meu sorriso.

Hoje, meu BOA NOITE, tem um tom de desabafo, por uma série de injustiças e descaso, que estou observando, em relação ao nosso carnaval. Mas, cada vez mais tenho a certeza, de que não existe nada, mas absolutamente nada, que valha mais a pena, que uma consciência tranqüila. Um beijo imenso no coração de cada um que teve paciência de ler esse texto extenso, e uma semana maravilhosa!”

Fábio Verçosa
Rei Momo do carnaval de Porto Alegre