terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ensaios e parcerias pelas ruas afora...


"Ô, ô,ô Eu vim de longe, cruzei mares, quem diria
Ô, ô, ô Sou afoxé irradiando energia
A benção pai Oxalá
Os tambores vão rufar
Hoje é dia de festa
O cortejo vai passar" (Leandro de Itaquera-Eliana de Lima-Babalotim)

O Carnaval tem sua origem e tradição nas manifestações de rua, na participação do povo. Quem ama a arte do Carnaval sabe que está em casa quando se dança na rua!

Por isso não se espante ao passar pelo Largo Zumbi dos Palmares e se deparar com um jovem casal de Mestre Sala e Porta Bandeira ensaiando seus primeiros passos ali mesmo, sem música, sem bateria, usando a imaginação!

Trata-se de Raquel Nunes e Kauan Sants. Sim a Dinda da Sinfônica e o componente da CFI estão duas vezes por semana lá, acompanhados de muita força de vontade e amor a arte (e de Sheila Santos que segurava em sua mão um tablet com a trilha sonora do ensaio).

O casal, ainda não é uma promessa do carnaval, nem tampouco têm grandes pretensões, os dois continuam atuando nas áreas onde sempre se destacaram, estão ensaiando pelo aprendizado, para dar continuidade a tradição do bailado de MS & PB.

Kauan tem uma história dentro dos Imperadores e da CFI, ja dança há 4 anos na premiada comissão de frente. Raquel Nunes dispensa apresentações. Para a Madrinha da Sinfônica esse é um sonho antigo que está realizando.


Usei os dois como exemplo porque o nosso carnaval de 2014 foi feito de superação. Para soltar o grito de "é campeão", tivemos não só a decepção de dois anos consecutivos de vice-campeonato, como também a falta de nossa quadra de ensaios, o que gerou a falta de receita

Este ano não será diferente, teremos ainda muitas provações e dificuldades a superar, mas isso nos une cada vez mais em torno do nosso objetivo maior que é o BI Campeonato.

Podemos assistir a injustiça bater à nossa porta e perceber, infelizmente, que em algumas ocasiões não há absolutamente nada a fazer, mas quando há, usaremos de todos os meios possíveis e impossíveis para atingir nossos objetivos.

O que não podemos, em hipótese alguma, é perder o ânimo, o espírito, e nossa capacidade de amar este Pavilhão, de se superar e de viver!

Onde esses dois estiverem estara o Mar Vermelho e Branco presente. Onde qualquer destaque, ritmista, diretor, puxador e torcedor estiver, estará lá também a nossa força e a nossa tradição representados. Nós vamos ensaiar onde preciso for, onde o povo estiver!

Em tempo: Raquel e Kauan agradecem a Tia Luceli, Presidente da tradicional Escola Fidalgos e Aristocratas pelo empréstimo do Pavilhão para o ensaio com certeza ele está bem guardado e protegido!

Fonte: Site Imperadores do Samba
Matéria de Humberto Macedo