sexta-feira, 8 de agosto de 2014

É Dança, é dom, é arte...


Olá amigos, devido ao inicio das movimentações para o carnaval de 2015 demorei escreve nossa resenha, mas estamos aqui mais uma vez para compartilharmos conhecimento e opiniões.
Hoje venho falar das origens da nossa arte, de como tudo começou e de como podemos corrigir algo que possamos estar fazendo de forma inadequada.

Acho que nem todos os casais tem conhecimento de como foi originada a nossa dança e se algum que aqui estiver lendo já sabe, considere-se uma pessoa de sorte que assim como eu conheceu alguém que lhe tenha passado o ensinamento completo, mas vamos lá. A dança do casal foi originada graças as danças europeias, que eram representadas em bailes de luxo na casa grande no período colonial do nosso Brasil, o negro por sua vez também realizava sua manifestação culturais nas senzalas, dançando ao som de tambores e atabaques, e assim alguns que presenciavam ou viam escondidos a dança de seus senhores imitavam por admiração ou gozação os minuetos por eles realizados, isso sem tirar suas tradições rítmicas.


Com o passar dos tempos a dança foi se modernizando, passando de casal de porta Estandarte e Baliza para casal de Mestre sala e Porta bandeira. Hoje temos orgulho de representar essa arte maravilhosa que cada dia mais vem crescendo e formando novos casais e admirados, mas creio que essa arte não seja para qualquer um (sem querer aqui ofender quem queira aprender a arte), assim como para cantar, tocar, jogar futebol e etc, devemos ter talento e dom com a dança, não poderia ser diferente, é claro que ninguém nasce sabendo “TUDO” mas creio eu que já nascemos com o samba correndo nas veias, muitos tentam, talvez por gostar da arte mas se arte não gostar da pessoa não há santo que lhe torne mestre sala ou porta bandeira.

 “Longe de mim querer julgar estilo ou dança de alguém”, todos temos formas e maneiras diferentes de representar a nossa arte, porem, algumas são inevitáveis de serem executadas e algumas dessas, por explicação histórica, como por exemplo o cortejo do mestre sala que tem como objetivo proteger a porta bandeira e o pavilhão símbolo maior de uma escola que no inicio dos tempos era chamado de estandarte e furtado por escolas rivais com intuito de terminar com o desfile e humilhar a escola por não ter um pavilhão para apresentar e ao casal que não teve competência de proteger o mesmo.

A arte do bailado dos casais defendendo pavilhões - Foto reprodução 

Hoje os tempos são outros, mas meu alerta vai para os casais de forma geral mesmo não havendo furto dos pavilhões devemos manter a tradição em proteger a nossa escola com força e garra sem esquecer a elegância e a leveza.

Espero que tenham gostado do texto e caso tenha algo que não seja verídico aos que já sabem da historia me perdoem, pois foi dessa forma que aprendi. Até a próxima!