quinta-feira, 24 de julho de 2014

Um exemplo a ser seguido


No sábado que passou, dia 18, o CETE trouxe à Porto Alegre para uma palestra, a presidente Angelina Basílio, da escola de samba Rosas de Ouro, de São Paulo. Ela e sua equipe falaram do modelo de gestão que existe hoje em sua escola. Uma verdadeira aula de como gerenciar com êxito uma entidade carnavalesca. Uma entre as várias coisas ditas que me marcaram, foi a repetição da palavra “comunidade”. A Rosas de Ouro não só “vive da comunidade”, mas também “para a comunidade”.

          Cursos, oficinas, projetos... Tudo voltado ao povo da escola de samba. Que tem orgulho em dizer que desfila com mais ou menos 2500 pessoas e tem uma lista de mais 2000 pessoas que esperam vaga para desfilar. Há 11 anos presidindo a escola que fora antes dirigida por seu pai, Angelina sorria com extrema satisfação ao dizer que a “Rosas” não precisa trazer figurões do carnaval para poder competir de igual pra igual com as outras escolas de ponta. Eles criam e apostam em profissionais da própria comunidade.

          Outra palavra-chave muito usada durante a palestra foi CREDIBILIDADE (e aí nos deu uma inveja enorme deles).


          A escola mantém parcerias ótimas com empresas de grande porte que acreditam que o carnaval pode sim trazer-lhes um grande retorno social. Mas para que isso se tornasse uma realidade a “credibilidade” e a persistência foram fundamentais.

          Em se tratando de carnaval por aqui, essa palavra (credibilidade) na maioria das vezes é esquecida ou desconhecida por alguns de nossos dirigentes.

          Parabenizo todo o CETE na pessoa de seu mentor Sergio Peixoto por nos proporcionar esses encontros e pelo menos nos dar a chance de vislumbrar uma luz ao final do túnel... Sonhar com um carnaval feito por gente comprometida com o “todo” e não apenas com o seu próprio umbigo. Saber que não é utopia um “carnaval sério”, que pode ser feito, que pode ir além da avenida, que pode existir o ano inteiro, que pode trazer benefícios para sua comunidade, que pode ser motivo de orgulho para seus dirigentes e participantes.

           Será que um dia o nosso carnaval chegará a esse patamar...?