segunda-feira, 7 de julho de 2014

Da série: Com que roupa eu vou? - Parte 1



Olá pessoal! Primeiramente gostaria de agradecer à direção do “Setor 1” pela confiança e oportunidade que estão me dando, de participar deste site que em tão pouco tempo ganhou uma dimensão importante no nosso carnaval. Fé, estamos juntos sempre!

E para a minha estréia oficial, apesar de já ter escrito algumas matérias,  eu tratei de buscar algo que sempre me chamou atenção neste meio. Embora eu seja oriundo do tema enredo, os grupos-show das escolas de samba inspiram curiosidade e fascínio. Mas além do talento destes para a dança, as produções que eles apresentavam (e ainda apresentam) é o que também me impressiona.

Portanto, para homenagear aqueles que, nos bastidores, costuram, cortam, montam, colam, bordam as vestimentas dos personagens da avenida, seja em shows ou no próprio desfile, eu tratei de ir atrás de algumas referências desta área para mostrar um pouco do trabalho destes artistas.

A série “Com Que Roupa Eu Vou?” traz à cena aqueles que trabalham para que os destaques não façam feio em suas apresentações e no grande dia da folia.

“15 ANOS E PELO MUNDO AFORA”


No ano de 1999, o casal Gilberto Marins e Rosana Pinheiro, a Zana, criavam o Ateliê ZMarins, que anos mais tarde se tornaria referência em termos de aramagens e fantasias carnavalescas. De início, o ateliê produzia apenas peças para o carnaval e para as Cortes de diversas cidades, da região metropolitana e interior do Estado.

O trabalho com o carnaval se expandiu e a dupla já realizou diversos serviços para as escolas de Porto Alegre, região metropolitana e interior, além de já ter trabalhado com grandes nomes do nosso carnaval. “Muitos destaques nos procuram para a feitura dos arames ou da fantasia completa. Com isso também fazemos amigos”, revela Gilberto, que trabalha como servidor público em Porto Alegre.

“Com o tempo, começaram a procurar o Gilberto para fazer peças para outras áreas, como teatro e espetáculos de dança”, conta Zana, que fica responsável pela decoração das fantasias que são produzidas no ateliê, enquanto Gilberto dedica-se ao trabalho com os arames.

Do Carnaval para os Palcos mundo afora

Com a fama do trabalho do casal, as peças produzidas pelo ateliê foram além fronteiras. A dupla já teve suas peças expostas por diversos carnavais pelo Brasil, além do grande centro Rio-São Paulo, e também pelo mundo. “Já fiz trabalhos para Portugal, Espanha, China”, revela Gilberto. As peças enviadas para o exterior, em sua grande maioria, nada tem a ver com o carnaval. São trabalhos para espetáculos de dança, balé e companhia teatrais, além de servirem também como objetos de decoração em eventos.




No período do carnaval, a carga de trabalho no ateliê é grande, pois as escolas sempre procuram para a confecção de fantasias, tanto de destaques, quanto de alas e composições alegóricas. Dividir a rotina de trabalho, com a família (os dois são pais de Laura, 8 anos) não é fácil, mas eles garantem, que tiram de letra. “Paciência, respeito e amor”, segundo eles, “são a chave de tudo. Inclusive para o sucesso”. Conferindo a trajetória deste casal, realmente não é de se duvidar que a sentença seja verdadeira.

Na próxima matéria, vocês vão conferir o encontro que eu tive com a musa que estreou no carnaval como estandarte mirim e que hoje encanta a todos com seu samba e beleza à frente da Bateria Trovão Azul.  Já sabem de quem eu falo, não é? Ela, Fernanda Brasil.

Abraço pessoal e até a próxima!