terça-feira, 10 de junho de 2014

A vestimenta da Porta Estandarte Gaúcha


A eterna Porta estandarte Onira Pereira
Foto reprodução/arquivo pessoal
Ouvi de Onira Pereira, um ícone do nosso carnaval, sobre a vestimenta da Porta Estandarte do nosso carnaval. Conversar com Onira é vivenciar o carnaval, é ter uma aula sobre quase todos os aspectos e segmentos do samba, ela é uma verdadeira conhecedora! Ela nos conta que gostaria de sair, inicialmente nos Imperadores do Samba, pois naquela época, nos idos dos anos 1960 (era o início da escola dos Leões, fundada em 1959) e havia, segundo ela conta: “homens belíssimos”... mas a minha mãe não me deixou sair no Imperador”... lamenta. Foi então que ela resolveu, mais tarde, sair nos Bambas da Orgia, agora com a devida autorização da mãe.
Por volta de 1973 foi convidada para ser Porta Bandeira, foi então que no dia da muamba não tinha a bandeira para ela dançar, então conta que dançou com o estandarte... Quando terminou o desfile ela decretou: “...A partir de hoje não quero mais dançar com a Bandeira.... agora eu quero ser a Porta Estandarte”. A escola aceitou prontamente o pedido de Onira, sagrando-se a Melhor da Avenida daquele ano. Onira Casou e resolveu afastar-se das funções carnavalescas, voltando alguns anos depois.
No ano de 1976, onde foi com o marido no ensaio do Floresta Aurora e os componentes a convidaram para ser a Porta Estandarte, e ela aceitou, para desespero do pessoal dos Bambas – apesar de não ser concorrente, ela ainda era a Porta Estandarte favorita da Nação Azul e Branco. Mesmo assim Onira desfilou naquele ano no Floresta. Ela conta que as fantasias das Porta Estandartes daquela época eram, geralmente composta de maiôs ou de roupas curtinhas e despojadas. Ela inovou utilizando uma saia mais longa de lenços e bicos, o que causou um grande efeito, virando moda entre àquelas que empunham os Estandartes das Escolas de Samba. Algum tempo depois os ricos bordados e as grandes saias de filó definiram a vestimenta tradicional da Porta Estandarte Gaúcha.