segunda-feira, 30 de março de 2015

A nova casa de Fabrício Lemos


Pra você que achou que iria ler esta matéria e conheceria a nova escola de samba que Fabrício Lemos irá dançar se enganou... esta é uma noticia para outro post. O Jovem passista é o mais novo membro da Equipe Setor 1

Visando mais agilidade e novidades em nossa pagina virtual Fabrício integrará o time de editores e repórteres especiais. Na semana passada ele já escreveu por aqui, uma matéria que contava a historia de sua mãe. A partir de agora, ele também estará na busca das novidades do carnaval, bem como estará empenhado em contar através do Setor 1 histórias e o legado da nossa gente, o povo do carnaval. Bem vindo Fabrício... 

domingo, 29 de março de 2015

Giovanni deixa a Vila do IAPI


Um enlace de afeto, amor e quase devoção acabou neste fim de semana na União da Vila do IAPI. O passista da entidade Giovanni Gois, após muitos anos na Vila, deixou a entidade em comum acordo com o presidente Jorge Sodré.

Giovanni era uma das figuras do Grupo Show da Vila que a mais anos estava “na casa”. Bailou ao lado de Jéssica, e nos últimos anos com Tais, que segue da escola. Giovanni deixa um forte abraço a comunidade da escola: “– Deixo um forte abraço e um beijo no coração de cada pessoa que passou ou está neste trem da alegria que tantas alegrias e amizades me trouxe. A Vila fez parte da minha vida e sei que a minha passagem também ficará marcada na escola. A vida segue, e os carnavais também...” – diz o destaque.

Giovanni além de longos anos na tricolor da Zona Norte, tem passagens por Acadêmicos de Niterói, Império do Sol, e diversas entidades do interior do estado. Foi coroado também como Rei do Samba do estado, e no último carnaval estreou como Rei de Bateria no carnaval de Alvorada.

Mestre Eliézer deixa a Copacabana


Após sua passagem pela Copacabana no Grupo Especial de Porto Alegre no último carnaval, Mestre Eliezer deixa a entidade. Ele deixa um forte abraço a comunidade que tão bem o acolheu e diz estar aberto para propostas para o carnaval 2016. Além do Copacabana, o jovem diretor de bateria tem passagem pelo Acadêmicos do Gravataí e demais entidades da região. 

Padedê do Samba a todo vapor em 2015

Foto: reprodução/web


O Padedê do Samba, núcleo gaúcho da Escola de Mestre-Sala, Porta Bandeira e Porta Estandarte está retomando suas atividades para o ano de 2015. Para tal, está programando para o dia 16 de maio de 2015 diversas atividades para a reabertura das aulas.

O local das aulas permanece na Usina do Gasômetro aos sábados com início às 14 horas.

Para o ano de 2016 a escola terá uma vasta agenda, para tanto, prepara uma programação cheia de novidades que vão desde o recadastramento dos alunos e vai implementar novidades dentro da agenda anual.

Segue a agenda macro do Padedê do Samba para 2015:

Março de 2015
26/03/2015
Oficinas de Porta Estandarte

Maio de 2015
16/05/2015
Retorno das aulas do Padedê

Junho de 2015
Festa Junina

Julho de 2015
WorkShop Padedê – Parte1

Julho de 2015
Férias escolares (2 semanas)

Agosto de 2015
Workshop Padedê – Parte2 - Painel de estudos

Setembro de 2015
Chá da Primavera

Novembro de 2015
Um mês de comemorações da Escola Padedê

Dezembro de 2015
Festividades de encerramento do ano


Entre as novidades, estão a proposta de um Workshop, de um seminário e organizar uma ampla grade de diferentes departamentos para discutir o quesito, desde a concepção e o planejamento até as questões de avaliação e julgamento.

Para esta programação, em breve, serão divulgadas as datas e detalhes para a participação dos alunos e do público em geral.

Vale lembrar que a escola segue com a mesma direção e com os mesmos instrutores, sempre contando com a didática e as técnicas, assim como as mesmas resoluções da escola carioca de Mestre Sala, Porta Bandeira e Porta Estandarte Manoel Dionísio.

O projeto “Conto de Bamba” segue acontecendo ao final de cada mês, onde um renomado e experiente carnavalesco será convidado a expor suas experiências com o carnaval e com a arte do bailado do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, assim como a dança da Porta Estandarte. O objetivo principal destes encontros é fazer com que os alunos possam ter contato direto, com os destaques, dirigentes e baluartes que fizeram a história do nosso carnaval.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Gustavo Tiriri deixa a Vila do IAPI


Texto Tairine Machado

Após conversa franca e tranquila na tarde de hoje (27) com o presidente da escola de samba União da Vila do IAPI, Jorge Sodré, o mestre-sala Gustavo Tiriri informa que encerrou seu ciclo na escola de samba.

Em fala rápida com o site, Gustavo Tiriri diz que foram 6 memoráveis anos de amor e dedicação ao carnaval pela agremiação. Três deles foram ao lado de sua parceira Suelene Neves, que segue portando o 1º pavilhão da tricolor da zona norte.

Tiriri, como é conhecido no carnaval riograndense, diz estar tranqüilo, pois sabe que isto são coisas do carnaval: "é assim mesmo, portas se fecham para que outras se abram"

Ele fica feliz, pois conseguiu cumprir com seu papel e suas metas na avenida, contribuindo para o retorno da Vila no desfile das campeãs.

Atenção escolas de samba da capital... a partir de hoje Gustavo Tiriri encontra-se disponível para o carnaval de Porto Alegre.

O Setor 1 deseja sucesso e um belo carnaval em 2016 ao beija-flor das avenidas!

Religiões Afro revivem escravidão e ditadura no Rio Grande do Sul

Foto: O Sul/web reprodução

Certamente durante as limpezas de final de ano dentro dos terreiros do Rio Grande do Sul onde a nação de batuque em seus mais diversos lados se faz presente, os babalorixás, Yalorixás e babalaôs disseram, em sua maioria, a seus filhos de santo que o ano de 2015, ano de Ogum e Yansã, seria um ano de guerras e grandes batalhas.

Em sua individualidade, a guerra pode ter vários significados... mas o que o povo de batuque não esperava, é que fosse uma guerra da qual, todos os soldados teriam de ir a luta, e assim foi!

Nesta semana os fieis das religiões de matriz africana tiveram de lutar, mais uma vez, pela liberdade religiosa e seus preceitos. Os axós (roupas de religião) foram tirados do armário mais cedo, antes do sábado de aleluia... as guias coloriram os peitos de esperança, e ao mesmo tempo, de angustia e dor. SIM, a religião negra, e seu povo mais uma vez tiveram de lutar por uma liberdade que já é sua de direito.

Eram os orixás que durante a quaresma iam a guerra pra lutar por seus filhos, desta vez, foram os filhos que tiveram de ir a luta por seus pais (orixás)...

Entenda o caso

Deputada Regina Becker Fortunati
A Deputada Estadual Regina Becker Fortunati (PDT), também primeira dama da capital, protocolou na Assembléia Legislativa um projeto de lei que quer proibir o sacrifício de animais, ritual fundamental nas religiões de matriz africana, a PL 21/15.

Desde o inicio de Março os lideres de federações religiosas vêem se reunindo para de uma maneira ordeira reverter o processo, o que não teve sucesso.

Na última terça feira (24), o POVO DO AXÉ (como tem sido chamado os devotos das religiões afro) lotou a Assembléia Legislativa e a Praça da Matriz para uma audiência com a comissão de saúde e meio ambiente, em mérito, ou seja, apenas para ouvir as manifestações.

Já na quarta feira (25), mas uma vez os fieis lotaram a Assembléia com o rufar de tambores e atabaques que emocionavam até mesmo quem não fazia parte do manifesto. Esta nova audiência publica foi com a Comissão de Constituição e Justiça, ai sim para protestar antes do voto, e tentar desta maneira, vetar o projeto, perante os deputados que tem direito a votar. Neste dia, embora o local fosse publico e não coubessem “reservas”, a deputada Regina reservou cadeiras para grupos de manifestantes em defesa dos animais, não mais que 50 pessoas.  

A mesma comissão de Justiça e Constituição irá se reunir na terça-feira (07) as 09 da manhã para votar no projeto de lei. Após as manifestações a deputada quer voltar atrás e propõe um plebiscito: Veja a seguir: 


Emoção e devoção

Seja da religião que for, dificilmente alguém que passou pelo centro de Porto Alegre não se emocionou com as manifestações do povo de terreiro. No dia do aniversário da capital, os adeptos das religiões de matriz africana presentearam a cidade com seu grito de liberdade. Em uma caminhada recheada de axé, cantos, rezas e magia, o povo de santo desceu até o Mercado Publico, ali, onde acredita-se que “mora um orixá Bará”, não para pedir que seus caminhos fossem abertos, mas sim, lutando para que NADA e nem ninguém trancasse o direito de professar a sua fé. O povo fez das escadas da prefeitura seu terreiro, tocou e dançou na maior manifestação religiosa ao ar livre já computada pela capital.


E assim, como na época da escravidão novamente o “povo negro” tem de ir as ruas para clamar por uma coisa que já é sua desde 13 de Maio de 1888: A LIBERDADE.


Como disse Mãe Norinha, em uma das audiências: “O povo de axé não briga, AGE!”. 

"...minha mãe: Mais uma Imperatriz da Leopoldina!"

Foto: Arquivo pessoal


Por Fabrício Lemos - Passista
Convidado especial 


Durante os meses de folia estamos habituados em assistir, procurar e falar dos artistas que constrói nosso Carnaval, hoje eu Fabrício Lemos to aqui pra reportar um pouco a história de minha mãe, mais uma Imperatriz da Leopoldina.

Maria Helena, sócio-fundadora , conselheira , torcedora da escola Imperatriz dona Leopoldina.

Tua historia com a imperatriz inicia quando? - Sou imperatriz desde sempre... Mas a escola começou numa conversa na antiga padaria da D.Teresa lá na comunidade, se via a necessidade de  um espaço lazer pois todos fundadores eram carnavalescos estavam indo morar em um bairro onde não tinha nenhuma escola de samba.

A partir daí ? - A escola foi crescendo aos poucos nossos ensaios ocorriam na praça México. A comunidade foi abraçando a imperatriz.

Carnaval inesquecível? - "Se a meia noite tem assombração ! É é a Leopoldina hoje é bicho papão " [ canta ] o ano do relógio foi o amadurecimento da escola, um samba maravilhoso, na voz do Sandro Ferraz  a escola tava linda ...

Foto: Arquivo pessoal

História marcante? - Não me recordo o ano específico, mas teve um que a Imperatriz desfilou na avenida e se classificou pra desfilar novamente nas campeãs, porém a escola não tinha mais os instrumentos pois o responsável por eles praticamente os penhorou pra pagar o carreto na noite de desfiles e a escola passou as campeãs com meia dúzia de instrumentos .... As arquibancadas sem entender, foi terrível! Outros anos ruins foram da cachaça e areia foram sofridos também ... Risos... O último ainda sobre o sol escaldante do meio dia

Suas funções na escola? - Sempre gostei de trabalhar com a parte social e eventos foram essas as funções que mais desempenhei , trabalhei intensamente com Marcos Vargas primeiro presidente da escola , fui diretora departamento feminino do Victor Hugo Amaro e vice presidente do Maurício Nunes.

Como foi  a vice-presidência? - A escola vinha de um carnaval terrível escapando de um rebaixamento tinha a necessidade de mudar, apostar e se viu no Maurício essa figura ele já estava na escola, porém não tinha notoriedade dentro da comunidade e da escola pra vencer a eleição. Assim fui a vice dele e os cercamos pra dar o respaldo no início do seu trabalho, já de cara tiramos 3° lugar com " F esta pra uma rainha negra na corte da negra Imperatriz".

Título? - Grande emoção! Neste dia não quis ir para apuração fiquei quietinha em casa assistindo, nós sabíamos que tínhamos feito um belo desfile, porém as circunstâncias fazia com que pensássemos um pouco mais baixo devido ao temporal que desabou a quadra... Na apuração estávamos em 5° e de repente foi 10 10 10 quando Maurício saraiva disse que a Imperatriz era a campeã pensei que ia infarta não controla meus sentimentos... Chorava de emoção, logo sai de casa para ir até a quadra me deparei com umas das imagens mais lindas, parecia final de campeonato todos vibrando na comunidade subindo em carreata até a quadra foi lindo grande emoção.

Representatividades na escola? - Dona Mariazinha , Pelé, Victor Hugo Amaro, Mister, Maurício e família Nunes Santos, Heleninha, Meu filho acredito que seja uma hoje, todas as outras mulheres desta escola como Kátia, Denise, Tia Tânia, Carmem entre outras.

Resumo de tudo? - Imperatriz é amor, doação, família é emoção não há como ficar frio diante do calor que essa escola me trás , criei meus filhos, vi a escola cresce e hoje é uma realidade de carnaval uma das quatro forças.... Espero que próximos carnavais sejam melhores que esses dois que passaram... Vida longa a minha Imperatriz !

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ouvindo histórias de Rosicler...


O Ouvindo Histórias desta edição, conta um pouco do que foi e a trajetória e a história de uma consagrada Porta Bandeira do Carnaval Gaúcho. Seu nome: Rosicler Padilha, a Rose. A multicampeã, dançou ao lado de grandes mestre salas e ostentou bandeiras tradicionais do carnaval do Rio Grande do Sul, como Império da Zona Norte, Bambas da Orgia, Imperatriz Dona Leopoldina e Academia de Samba Praiana.

Nesta edição...Em uma tarde muito quente, de vento agradável e arrefecedor, na Quadra do Imperadores do Samba, onde aconteceu o “Conto de Bamba”, evento organizado pelo Curso de Mestre Sala e Porta Bandeira e Porta Estandarte, o Padedê do Samba, evento que conta com o aprendizado de pessoas e de ex-destaques, que trazem suas experiências carnavalescas aos alunos do curso. Aproveitei o ensejo para contar mais um capítulo da nossa coluna “Ouvindo Histórias”...


Inspirada, a porta bandeira Rosicler Padilha nos brindou com sua história, seu ingresso no carnaval, suas experiências e deu importantes conselhos a todos os presentes, de como deve um profissional do carnaval se portar e de como se tornar um destaque de sucesso...

Ela nos conta que conheceu o carnaval por acaso, através de suas amizades. Foi, influenciada por suas amigas, na procura do estrelato na fase da adolescência, que ela procurou investir em concursos de beleza, o sonho de todas as meninas desta fase. Ela nos conta que participou de vários concursos... não venceu nenhum, mas não desistiu... ela persistiu...

Convidada por uma amiga, Viviane, que desfilava na comissão de frente do Império da Zona Norte, foram até um atelier para a referida amiga experimentar a fantasia. Chegando lá, ela conheceu o Mestre Sala Zoca. Neste momento, ele se encontrava muito aflito e desabafou para as duas expectadoras de que sua porta bandeira estava grávida e não poderia desfilar com ele naquele ano... comentou também de que seu problema era grave, pois não tinha quem substituísse a consagrada Porta Bandeira Itanajara. Que inclusive havia mais um agravante: o de que a porta bandeira já teria recebido a metade do cachê (pagamento). Foi quando Rosicler se interessou pelo assunto, pergunta:

“[...]... Espere aí... me responda... como assim, a porta bandeira recebe dinheiro para desfilar no carnaval?”[...]”... Eis que ele responde: [...]...sim, recebe sim![...]”. Ela retoma dizendo: “[...]... mas então está aqui a tua porta bandeira, eu vou desfilar com você...[...]”

Quem assistiu Rosicler dançando glamorosa e muito bem produzida, jamais pensaria que quando adolescente ela era“dark” – sim, dark, uma espécie de rebelde, no estilo gótico, que nos anos 80 e 90 vestiam-se com roupas pretas e usavam maquiagens da mesma cor,numa forma de protesto pela sociedade constituída.


Disposta e decidida, ela insistiu com Zoca que ia ser sua porta bandeira. Isto era outubro de 1991 e faltavam apenas quatro meses para os desfiles... Rose não tinha a mínima idéia do que deveria fazer, conta que nem andava de salto alto direito, pois estava acostumada com seu “coturno”, uma espécie de bota cano alto, outra característica dos que se vestiam de preto... mas lá se foi ela... munida da coragem de se tornar uma Porta Bandeira...

Então, sua carreira começou nos idos de 1992, no Império da Zona Norte... depois de muitos ensaios ela foi anunciada como 1ª Porta Bandeira. Em sua primeira apresentação oficial, em uma muamba, minutos antes de entrar na passarela, ela presenciou um assassinato, em estado de choque ela adentra pela primeira vez na passarela, um misto de medo e emoção... mas ao final, conseguiu cumprir o percurso e desfilou.

No dia do desfile oficial, outro fatídico episódio: sumiu o primeiro pavilhão! Desespero total! E para piorar a situação, não havia uma liderança da escola no local que tomasse uma atitude de entregar-lhe um das bandeiras da escola. Foi então que alguém ‘correu’ até a quadra da escola e, improvisaram um cabo de vassoura e um estandarte que não seria utilizado, foi amarrado neste mastro... e lá se foram Rosicler e Zoca, mesmo com todas estas dificuldades conseguiram desenvolver uma bela apresentação, coroados com a nota 10!

Após este carnaval, foi convidada pela Ana Marilda Bellos para formar um grupo de apresentações para ir para o Japão. Foram para a cidade de Kanasawa, que na época fazia projetos de intercâmbio cultural com outras cidades no mundo. Embarcaram para o Japão Rosicler, Ana, Girozinho, Carla Pires e Mestre Estevão. “[...]... Foi muito interessante, pois todos tinham que fazer de tudo, eu era passista, bailarina, garota de Ipanema e Porta Bandeira...[...]”.


Rosicler, após contar algumas histórias e experiências, nos deu conselhos, que em minha opinião são muito pertinentes, nos dizendo que [...] o sucesso de um destaque é o quanto ele se dedicou para a sua carreira e o resultado vai estar no seu desempenho... [...]”. Ela acrescenta sabiamente que:[...]...para você ter sucesso e se tornar um campeão, você tem que ter muita disciplina, muito amor naquilo que você quer, naquilo que você sonha e naquilo que você almeja[...]”.

Sua sapiência foi além, com muita propriedade falou de sua postura que tinha, e que, ás vezes, comparava com a forma com que os demais destaques se comportavam. Pensava e repensava sua posição e seu modo de agir. Filha de militar primava pela disciplina e por manter tudo a sua volta em ordem e organizado. Era o seu modo de ser e de estar.

Ela enfatizou que ser destaque de uma Escola de Samba é algo muito importante, tanto para a pessoa, para o artista, como para a entidade, pois tamanha é esta importância, que o destaque que se apresenta deve ter em mente que:

[...]... as pessoas que vem nos assistir, elas querem ver um diferencial, um sorriso, um brilho no olhar, alegres, elas querem ver o que não se vê no dia a dia, pois o carnaval é alegria, carnaval é paixão, é um estado de espírito, uma maravilha... e as pessoas quando nos assistem, querem ver tudo isso em vocês destaques, vocês tem que oferecer isso ao público, é por isso que eles saem de suas casas, e vão até a quadra ou avenida para prestigiar cada um de vocês... o público quer ver algo diferente... as pessoas pagam ingresso para assistir vocês... façam da dança algo transformador, não transmitam cansaço, tristeza... não se comportem de forma inadequada, o destaque tem que transmitir alegria, vontade, beleza... é como se as pessoas quisessem “pegar” um pouco da energia de vocês, e levar para suas casas... [...]

Como os ouvintes de sua palestra eram muitos aspirantes ao estrelato, ao ‘glamour’ da passarela, ela deu alguns conselhos. Conselhos que em minha opinião são muito pertinentes em relação à disciplina, a persistência e a paciência e galgar os passos e as etapas em suas carreiras. Em suas palavras, Rosicler, muito inspirada nos disse:

“[...] Não desistam no primeiro obstáculo, pois muitos vão rir de você, mas se continuar, persistir e melhorar, para quem tem meta, as dificuldades são pequenas. Com objetivo e disciplina e um pouco de tempo para adquirir experiência, você vai longe. Pois tudo aquilo que você vê em uma pessoa, um destaque, se ele ou ela faz aquilo bem feito hoje, é porque ele ou ela treinou muito, ensaiou muito para conseguir aquela perfeição. Nada é pronto, tudo é conquistado, nada é do dia para a noite... não é só porque ela deu um ‘girinho’ que ela conseguiu... a pessoa que quer ser boa tem que ensaiar, tem que se dedicar, tem que ser disciplinado, tem que ser organizado... neste meu caminho eu conheci muitas pessoas organizadas, muitas outras não organizadas e todas as que não eram organizadas não conseguiram o sucesso... [...]”.


Ao final da palestra ela agradeceu a todas aquelas pessoas que a ajudaram, ao longo de sua carreira, citou alguns nomes como o de Rosalina Conceição, Onira Pereira, Mario Nienow... Agradeceu especialmente a sua mãe e parabenizou aos pais, mães e responsáveis pelos alunos que estavam presentes, destacou quão admirável é a dedicação destes pais em prol do desenvolvimento dos destaques.

[...] Quero agradecer também a minha afilhada Simone Ribeiro, que hoje está a frente deste projeto maravilhoso que é o Padedê do Samba... e lembro no início da minha carreira, e dos meus colegas, de que não tínhamos a quem recorrer, e a quem nos ensinar, aprendíamos com a escola da vida... queria eu ter esta oportunidade de ter tido esta presença de um curso ou de orientações que os alunos têm hoje... [...]

Para finalizar ela deu mais um conselho aos que assistiam a sua palestra, ela disse: “[...] Aproveitem as oportunidades... eu, por exemplo, não deixei passar nenhuma na minha vida. Todas as oportunidades que surgiram eu fui lá e fiz valer... [...]”.

Andy Lee e Victor Nascimento integram o time fixo do Programa Setor 1


O programa Setor 1 na web ganhou dois reforços de peso. A partir da próxima semana você vai acompanhar o Quadro Musical que trará a cada programa um convidado cantando músicas e sambas que marcaram sua história. Para acompanhar este convidado teremos nada mais nada menos que Andy Lee e Victor Nascimento, o Vitinho.

Andy Lee tem como instrumento de trabalho o violão. É compositor renomado do carnaval do estado e músico conhecido dentro e fora dos pampas, chegando a ser o violão número 1 da escola de samba Grande Rio, no Rio de Janeiro. Em Porto Alegre tem passagens por grandes escolas e hoje integra o departamento de carnaval de Imperadores do Samba.

Já Vitinho já teve sambas de enredo em boa parte das escolas de samba de Porto Alegre e grandes passagens como músico e diretor de harmonia, sempre na companhia de seu inseparável cavaquinho. Ele integra também a banda Louca Sedução, que em 2015 completa 15 anos de historia.

Ambos estarão em todos os programas recebendo os convidados com seus acordes e trocando aquela idéia sobre o ramo musical. Na noite da última terça feira (26), dois programas foram gravados e logo estarão rolando ai na web.


No programa de estréia do quadro a dupla junto ao apresentador recebeu Marcio Medina, incontestável talento e uma das mais brilhantes vozes do meio musical gaúcho. Participou do programa João Lima, vocalista da banda Sabe U Jeito e intérprete da escola de samba Cruzeiro do Sul de Novo Hamburgo.

O programa Setor 1 vai ao ar todas as semanas, no canal do You tube intitulado TV SETOR 1, e apresentado por Israel Ávila. A produção executiva é da Fenix Cultural e o a direção geral fica por conta de Pha Flores e Raças Assessoria e Consultoria.

Assista aos primeiros programas 




quarta-feira, 25 de março de 2015

"O Rosto da Escola"

Comissão de frente um seguimento tão bonito mais ao mesmo tempo tão desvalorizado no carnaval de Porto Alegre. Sigo a tese de que se a bateria é o coração a comissão de frente é o rosto de uma escola de samba.


 Nos últimos tempos nenhum assunto ganhou tanta proporção como esse, as comissões de frente estão dando o que falar e divide opiniões entre o povo carnavalesco. 

Muita gente concorda com a ideia de que o grupo vire quesito, pois o trabalho é intenso, muitas vezes elaborados em 6 meses ou até mais. Não é fácil colocar uma comissão na avenida, são muitos ensaios, muitas noites mal dormidas, muitos problemas a serem contornados, mais o amor pela arte supera todas as adversidades implantadas no caminho, nunca perdendo o foco q é realizar um grande show.


Mais há quem discorde dessa opinião, acham que seria um gasto a mais para a escola e que não acrescentaria nada no crescimento da folia aqui na capital dos gaúchos.

Certo é que em todas as cidades onde o carnaval é vivido intensamente, assim como aqui, a comissão é quesito, e mais, nos últimos anos vem decidindo carnavais.

Em Porto Alegre temos excelentes comissões de frentes que realizam belos espetáculos no nosso sambódromo, todas têm condições de defenderem as notas para suas agremiações, isso engrandeceria o nosso carnaval e certamente iria melhorar a qualidade do espetáculo.


Hoje, lanço aqui uma nova série no Setor 1 intitulado "O ROSTO DA ESCOLA". Ao longo dela você vai conhecer a luta, a rotina e a história de cada uma das comissões de frente do carnaval de Porto Alegre. E para começarmos, vamos falar de uma das mais antigas e tradicionais comissões de frente do estado os premiadíssimos “Guardiões do Cisne”. Na próxima semana vamos conhecer tudo sobre os guerreiros que vem a frente do Estado Maior da Restinga. 

Salve os projetos carnavalescos


Os desfiles no Porto Seco acabaram, mas o povo do carnaval não para.

Uma das razões dessa movimentação se deve aos projetos culturais que são desenvolvidos durante o ano.

Um desses trabalhos é o Projeto Bailado realizada na Associação Satélite Prontidão, liderado pelo mestre-sala Chula Silveira que tem a participação da porta-bandeira Priscila e da porta-estandarte Tatiele, instrutoras do curso. O programa teve início no Estado Maior na Restinga, revelando novos talentos para o nosso carnaval. 

Padedê do Samba - Foto Humberto Macedo
Outro trabalho louvável é o Projeto Padedê do Samba que há cinco anos ensina aos amantes do carnaval o bailado da Porta-Estandarte, do mestre- sala e da porta-bandeira. O Padedê do Samba da presidente Simone Ribeiro e demais instrutores, retorna em Maio. Vale lembrar que este projeto virou escola, com CNPJ como associação beneficente, um ganho para nossos iniciantes. 

Esses são exemplos de iniciativas que estão dando certo no carnaval de Porto Alegre, ainda temos os trabalhos do mestre Guto no Estado Maior da Restinga, ensinando aos jovens da zona sul da cidade não somente a arte da bateria, mas sim o profissionalismo que o quesito exige. O CETE (Centro de Estudo e Pesquisa de Tema Enredo), idealizado pelo carnavalesco e temista Sérgio Peixoto, mostra como desenvolver um tema enredo e também forma novos julgadores para o carnaval gaúcho. Enfim projetos culturais que valorizam o nosso carnaval.

CETE - Foto: Luis P. Fraga

Mas um projeto que esperamos que volte ainda em 2015 é o Esporte da Samba, trabalho idealizado pelo vereador João Bosco Vaz, que em 2005, respondendo pela Secretária Municipal dos Esportes, Recreação e Lazer da Prefeitura de Porto Alegre, colocou na avenida uma escola de samba formada por crianças de 70 comunidades. Esperamos que todas as dificuldades possam ter sido superadas e que a escola volte com força na avenida.

Salve os projetos carnavalescos e os profissionais que compartilham o seu talento com os amantes do nosso carnaval. 

Assista ao programa inédito do Setor 1 - (Odir Ferreira, Girozinho e Viny Machado)


Programa Setor 1 novinho em folha pra você. Nesta edição que está “Falando no escuro” é o presidente da Embaixadores do Ritmo Gustavo Giró. De frente com o apresentador a voz oficial do carnaval de Porto Alegre Odir Ferreira. Em um papo bem descontraído, Viny Machado, interprete dos Imperadores do Samba, fala da repercussão de seu trabalho no carnaval 2015.

O programa Setor 1 vai ao ar semanalmente na web e é uma realização de Setor 1, Raças Publicidade e Assessoria e Fenix Cultural. A direção geral do programa é de Pha Flores. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Jr Aruanda segue para seu segundo ano no Acadêmicos de Gravataí


Entre especulações, ditos e não ditos o diretor de bateria Junior Aruanda renovou seu contrato no último final de semana com a Acadêmicos de Gravataí. Dono de uma calma inigualável, o jovem diretor que traz na bagagem dois estandarte de ouro em apenas 4 anos frente a uma bateria diz agradecer a confiança da presidente Rita em seu trabalho, e dever boa parte de tudo isso a seus diretores e seus ritmistas.

Junior Aruanda é cria de família carnavalesca e tradicional em nosso carnaval. Iniciou no carnaval de 1997 quando desfilou acompanhando seu avô João Aruanda e sua esposa Saionara Pontes. Em 1998, “abriu os trabalhos” com o Mestre Neri Caveira (já falecido) e devido sua doença a bateria foi assumida por Sandro Gravador e Sandro Brinco. Seu primeiro instrumento foi o tamborim.

Diretor de bateria de contrato renovado - Fotos Leonidas Cardoso

Ficou ate o ano de 2006. Em 2007 foi pra direção de bateria da União da Vila do IAPI com Sandro Gravador. Saindo da Vila foi direto para a verde e rosa da Padre Cacique, Praiana, Onde ficou apenas 1 mês seguindo de imediato para os Bambas da Orgia onde ficou 2008 e 2009. Em 2010 chegou ao Império da Zona Norte na direção de bateria 2010 e 2011 e no carnaval de 2012 assumi a bateria como 1º diretor. Lá ficou mais dois ano até seguir para Gravataí, cidade que reside, e foi assumir a bateria da Acadêmicos de Gravataí, que integra o Grupo Especial da Capital.

Planos futuros

Para o carnaval 2016 Junior diz querer aperfeiçoar e melhorar o andamento de sua bateria usando como base os pequenos erros de 2015.  - “Ninguém passa 100%, temos de melhorar a cada ano, buscar coisas novas para o nosso povo do carnaval...” – Diz o mestre que pretende iniciar seus ensaios em breve. 

Unidos do Capão anuncia renovações e contratações


A Unidos do Capão que retornou este ano ao Grupo Especial de Porto Alegre anuncia contratações e renovações em seu time para o carnaval 2016. Entre as renovações estão a “prata da casa” Denise Nogueira, porta estandarte da entidade que é cria da comunidade e tem grande identidade com o Tigre de Sapucaia do Sul.

Outra renovação é a de Zinho Melodia e sua harmonia musical. O canário do Capão segue na vermelho e branco e terá a direção de harmonia de Tabajara Ortis.

A entidade optou por não ter um diretor de carnaval e sim uma comissão, que contará com Wagner Amaral, Edson Portilho, Roberto Pinheiro, Charlene Silva e Paulo Nascimento. O presidente Alessandro Nicoletti frisa que ainda não está fechado o grupo que cuidará do carnaval da entidade e que na próxima semana divulgará o tema enredo da escola.  

A música venceu!


Qual a maneira de medir a distancia de uma paixão? Ou ainda medir a distancia que o sonho leva para virar realidade? Muitos são os nossos anseios, desejos e vontades. Seja com a idade que for, traçar metas e lutar para alcançá-las é algo comum entre os seres humanos.

A paixão do personagem desta historia também é a paixão de dezenas de pessoas que você conhece: a música! Já a distancia do palco da historia pode-se medir por quilômetros, especificadamente cerca de 270 km de Porto Alegre, em uma viagem que nos leva até São Sepe.

Nesta cidade do interior do Rio Grande do Sul que Eguer Costa Farias iniciou seu relacionamento sério com a música. A paixão iniciou ao ver seu pai e seu irmão mais velho, que sempre cantavam e tocavam em bandas da cidade. Aos 07 anos de idade ingressou na bateria da escola de Samba União da Lagoa, próximo de sua casa.

A percussão tomou parte de sua infância e juventude, embora cantar fosse sua verdadeira vontade e vocação. A primeira oportunidade veio aos 16 anos, quando foi convidado a integrar o apoio vocal da mesma escola de samba.

Anos depois virou o canário número 1 de sua escola do coração, onde foi agraciado dois anos com o troféu de melhor interprete. Com isso vieram os convites para cantar em blocos e escolas das cidades vizinhas. Ao ingressar no quartel, teve a oportunidade de fazer um curso de cabo músico e, paralelo a isso, cantava em bandas de pagode e swing por ai afora:

“Passei no curso e vim morar em Porto Alegre. Local onde certamente o movimento musical e carnavalesco é mais intenso. Desde pequeno tocava corneta e trompete, isso me ajudou muito na carreira dentro do quartel e posteriormente na vida de músico. Passei no curso pra tocar tuba, foram bons anos, de 2005 a 2010. Recebi um premio junto a banda, Prêmio Lupicínio Rodrigues, um dos maiores do sul do estado. A banda da PE me trouxe muitas alegrias, viagens, me fez conhecer novas pessoas, tudo isso atrelado ao que mais gosto de fazer que é a música.”diz Eguer

O músico comenta que mesmo estando no quartel o carnaval nunca deixou de fazer parte da sua vida. Acompanhava tudo sobre o carnaval de Porto Alegre na TV e sabia cantar todos os sambas daqui. Dali admirava muitas vozes, dentre elas a de Vinícius Machado, o qual diz ser uma grande inspiração pela trajetória e luta dentro do carnaval.

Com a baixa da turma no quartel, o musico viu novamente seu sonho se distanciar, já que teria de voltar pra casa, e assim, ficar mais longe da folia da capital. Isso levou o mesmo a ficar 3 anos longe de tudo, fazendo com que o mesmo pensasse em desistir da música.  

Já morando em Carlos Barbosa, a convite de um amigo, montou uma banda e retornou ao cenário musical, inclusive para o carnaval. Neste ano, 2015, foi convidado para ser o interprete de um bloco de Gramado. Enquanto cantava na serra foi visto por Cris Rodrigues, interprete da Algarve do Futuro de Alvorada, que o convidou para integrar seu apoio vocal.

No carnaval de Alvorada - Foto Tondy Guedes/Carnafolia

Aos poucos o músico e cantor volta ao ramo musical na grande capital, embora confessa que almeja em 2016 realizar outro sonho:

“Quero integrar alguma harmonia de Porto Alegre, do grupo que for... Acho que seria um grande aprendizado pra mim. Tenho uma caminhada na musica, mas quero sempre aprender mais e mais, com novas pessoas e novos “professores”, e sei que o carnaval daqui pode me oferecer isso...” – diz o Eguer que passou a morar na capital para trabalhar e também buscar novas oportunidades no ramo.

Pra finalizar esta historia vamos repetir as perguntas do inicio do texto: Qual a maneira de medir a distancia de uma paixão? Ou ainda medir a distancia que o sonho leva pra virar realidade?

Nosso personagem nos mostrou que meio caminho andado para realizar seus sonhos e dar-se a oportunidade e o direito de sonhar. Após isso, persistir naquilo que se deseja, perante suas qualidades e seu talento e não desistir perante as dificuldades.

E você, que esta lendo esta história, já sonhou ou realizou algum sonho hoje? PRATIQUE.